PMMA: Conselho Federal de Medicina decide proibir uso em todo o Brasil

Estopim foi o recente caso de uso da substância para fins estéticos em uma mulher que acabou morrendo
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli 29/05/2026 18:35, atualizada em 29/05/2026 19:03
Símbolo do polímero poli(metacrilato de metila) (PMMA) isolado, renderização em 3D.
Substância era utilizada em procedimentos estéticos - Imagem: Tang Yan Song/Shutterstock

Nesta sexta-feira (29), o Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso da substância PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o Brasil como substância preenchedora, seja para fins estéticos, seja para fins reparadores.

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A decisão passa a valer a partir da próxima terça-feira (2). Em nota, o CFM diz que a única exceção é para tratamento de lipodistrofia em pacientes com HIV/aids e que seja realizado em unidades de alta complexidade com autorização do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Por que o CFM proibiu o PMMA?

  • A proibição se deu após mais uma morte após o uso da substância para fins estéticos;
  • Na manhã de segunda-feira (26), Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, 48 anos, morreu após passar mal em uma clínica de estética de São Paulo (SP);
  • O Boletim de Ocorrência aponta que a mulher passou por procedimento estético nos glúteos e na parte posterior das coxas com aplicação do PMMA;
  • Segundo depoimento da filha da vítima à Polícia Civil, Roseli começou a passar mal, reclamando de dores, mal-estar, coração acelerado e dificuldade para respirar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite o uso do PMMA apenas para médicos e dentistas em duas situações: no preenchimento do rosto e do corpo e na correção de deformidades no rosto em pós-tratamento de infectados com o vírus HIV.

Após o episódio ocorrido com Roseli, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) também se mostrou favorável à proibição. A instituição lamentou outra morte relacionada ao uso da substância e reafirmou sua posição contrária ao uso do PMMA para fins estéticos e cosmiátricos.

Nota oficial

A seguir, leia a nota do CFM na íntegra:

“CFM proíbe o uso médico da substância no País

A partir desta terça-feira (02), estará proibido o uso médico de PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o Brasil como substância preenchedora, seja com finalidade estética ou reparadora. A única exceção é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids e desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde. É o que define a Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que será publicada no dia 02 de junho de 2026 no Diário Oficial da União (DOU). A coletiva de imprensa terá a presença do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e da relatora da resolução, a cirurgiã plástica e conselheira federal Graziela Bonin.“

Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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