China chama acusações de espionagem contra CEO da Nvidia de falsas

A Nvidia esclareceu que não houve vazamento de dados de segurança nacional à China e que suspeita de contrabando foi descartada
Bandeira da China ao fundo com uma mão segurando um smartphone que mostra, em sua tela, o logo da Nvidia
Restrições dos EUA limitam a exportação de chips avançados da Nvidia para a China, em meio à disputa tecnológica entre os países. - Imagem: Saulo Ferreira Angelo/Shutterstock

A China negou nesta sexta-feira (30) ter espionado Jensen Huang, CEO da Nvidia, e classificou as acusações como “especulações infundadas”. O caso envolve uma executiva de uma empresa de data centers de Singapura, suspeita de repassar informações a Pequim.

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A acusação foi publicada pelo New York Times, que atribuiu as conclusões a autoridades de inteligência dos Estados Unidos.

Chip Nvidia
A Nvidia afirma que as suspeitas de envio de chips da Megaspeed à China foram investigadas e descartadas no ano passado. – Imagem: alexgo.photography/Shutterstock

Executiva teria se aproximado de Jensen Huang

Segundo o jornal, Alice Huang, também conhecida como Huang Le, é executiva da Megaspeed, empresa de data centers sediada em Singapura. Ela teria estabelecido uma relação próxima com Jensen Huang. Apesar do sobrenome em comum, os dois não são parentes.

As autoridades americanas suspeitavam que a executiva repassava informações à China. Também havia suspeitas de que a Megaspeed estivesse enviando chips da Nvidia ao país asiático.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria recebido informações sobre as conclusões da inteligência há cerca de um ano, mas decidiu não tomar nenhuma medida, de acordo com o NYT.

Pequim rejeitou as acusações por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun. Durante uma entrevista coletiva, ele declarou:

“O relatório em questão é baseado em especulações infundadas e não passa de uma tentativa de difamar a China”.

Nvidia contesta suspeitas sobre a Megaspeed

Procurada pela agência AFP, a Nvidia afirmou que a Megaspeed é um cliente regional como outros da companhia. Sobre a relação entre Jensen Huang e a executiva, um porta-voz declarou que as interações entre os dois “não são incomuns nem inesperadas”.

O representante também esclareceu que os clientes regionais de serviços em nuvem recebem apenas informações comerciais comuns, sem acesso a segredos comerciais sensíveis da fabricante ou a informações relevantes para a segurança nacional.

A declaração foi uma resposta às suspeitas sobre o possível compartilhamento de dados estratégicos:

“Nossos clientes regionais de serviços em nuvem recebem informações comerciais comuns — não segredos comerciais sensíveis da Nvidia — e absolutamente nenhuma informação relevante para a segurança nacional”, afirmou.

O porta-voz também contestou as acusações de contrabando de chips. Segundo ele, as suspeitas de que a Megaspeed estaria enviando componentes para a China foram investigadas e descartadas no ano passado.

Bandeiras de China e EUA com um processador em cima
A polêmica ocorre em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos para bloquear a exportação de chips avançados de IA para a China. – Imagem: Pla2na/Shutterstock

Disputa tecnológica entre China e Estados Unidos

O caso ocorre em meio às restrições impostas por Washington à exportação de chips avançados da Nvidia para a China. Esses componentes são utilizados no treinamento e na operação de modelos de inteligência artificial (IA).

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A demanda por esses processadores impulsionou a construção de data centers em diferentes partes do mundo e contribuiu para transformar a Nvidia na empresa mais valiosa do mundo.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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