Amazon: armazéns automatizados têm maiores taxas de acidente

Dado foi revelado por documentos internos; em 2019, foram 14 mil ferimentos graves nos locais

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 30/09/2020 13h32
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A Amazon decidiu implementar armazéns automatizados. A alegação foi de que, com os robôs, os acidentes de trabalho seriam reduzidos. Porém, de acordo com documentos internos revelados pelo Center for Investigative Reporting, não é o que está acontecendo. Os armazéns sem automação tem taxas mais baixas de acidentes.


Aparentemente, os robôs utilizados são tão eficientes que o trabalho dos funcionários aumentou significativamente. Trabalhadores que pegam e digitalizam itens passaram de 100 para 400 itens digitalizados por hora, segundo o relatório. Isso faz com que eles tenham que realizar mais movimentos repetitivos, o que pode causar ferimentos, criando um ambiente mais perigoso.

A empresa até conduziu medidas recomendadas pela Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) para reduzir os riscos, como pausa extra para descanso e rotação de funções. Apesar disso, a implementação não foi feita de forma ampla, e as taxas continuaram a aumentar.

Em comunicado, a Amazon afirmou que “o uso de robótica, automação e tecnologia em nossos centros de distribuição está aprimorando nosso local de trabalho, tornando os trabalhos mais seguros e eficientes”.

ReproduçãoArmazéns automatizados da Amazon têm maior taxa de acidentes graves. Foto: Amazon Robotics

Ferimentos graves

Os documentos, porém, mostram um total de 14 mil ferimentos graves em 2019. Esses incidentes exigem dias de folga ou restrições no trabalho. Com isso, “a taxa geral de 7,7 ferimentos graves por 100 funcionários foi 33% maior do que em 2016 e quase o dobro do padrão mais recente da indústria”, segundo o Center for Investigative Reporting.

O portal segue uma investigação de novembro, que alegou que a Amazon tentou esconder os números dos reguladores de segurança no trabalho. Já este ano, durante a pandemia do coronavírus, as práticas da empresa passaram por um exame minucioso, já que os funcionários continuaram trabalhando nos depósitos.

Pelo menos oito funcionários da companhia morreram vítimas da Covid-19, mas a empresa se recusa a dizer quantos dos que trabalham nos armazéns contraíram o vírus e quantos morreram por conta da doença.

Via: The Verge

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