Astrônomos descobrem primeiro planeta gigante em torno de estrela anã

Planeta tem quase quatro vezes o tamanho de sua estrela

Sofia Aureli, editado por Matheus Luque 05/12/2019 09h58
Planeta gigante evaporando
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Pela primeira vez, astrônomos descobriram um planeta gigante circulando em torno de uma estrela anã branca, que possui apenas um quarto de seu tamanho. O astro é muito parecido com Netuno e está a cerca de 1,5 mil anos-luz da Terra, na Constelação de Câncer. Além disso, ao que tudo indica, ele parece estar “evaporando”.


A descoberta foi feita por cientistas da Alemanha, Chile e Reino Unido do Observatório Europeu do Sul (ESO) e foi publicada na Revista Nature. Sua semelhança com Netuno ocorre pelos níveis de hidrogênio, oxigênio e enxofre no disco gasoso. Em outras palavras, este planeta libera uma fumaça silenciosa, mas mortal e com péssimo cheiro em todo sistema solar. Além de possuir mais do que o dobro do tamanho da estrela anã, sua órbita dura 10 dias e tem uma velocidade de 10 milhões km/h.

Acredita-se que ele faça parte de um sistema composto pela anã branca WDJ0914+1914, o que restou de uma estrela parecida com o nosso Sol. Apesar de “pequena”, os cientistas estimam que ela possui temperaturas impressionantes, que chegam a 28 mil ºC o que corresponde a quase cinco vezes a de nossa estrela.

A “pequena” estrela exerce uma força minguante sobre o astro e, durante o processo, retira aos poucos sua atmosfera e gira um disco de gás ao redor. Isso resulta na “evaporação” visível nas imagens capturadas pelo Observatório Europeu do Sul (ESO) e acontece porque a anã branca libera prótons de alta energia, o que influência na atmosfera do planeta.

O planeta foi encontrado com o Very Large Telescope (VLT) da ESO. No entanto, antes de localizá-lo, foram analisadas as variações na luz da estrela, que aparentou vestígios de hidrogênio, oxigênio e enxofre. Uma vez que esses gases não pertenciam a ela, mas ao planeta, a composição desse disco foi analisada e mostrou-se parecida com a atmosfera de Netuno.

Essa descoberta pode dar luz aos cientistas na questão da composição de outros planetas fora de nosso sistema solar.

 

Via: Revista Galileu

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