Cápsula chinesa de tripulação

Cápsula chinesa completa viagem de retorno à Terra com sucesso

Victor Pinheiro, editado por Matheus Luque 08/05/2020 18h24
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Missão é etapa importante nos planos da China de desenvolver uma nova estação espacial

Após quase três dias em órbita, o protótipo da nova cápsula espacial chinesa retornou à Terra com sucesso nesta sexta-feira (8). A sonda pousou na região autônoma da Mongólia Interior, no norte da China, às 13h49 no horário de Pequim (ou 0h49 no horário de Brasília).

A cápsula foi lançada ao espaço no começo da semana a bordo de um foguete Long March 5B. Ela é reconhecida como a próxima geração de espaçonave tripulada do país e configura uma peça fundamental nos planos da CNSA, a agência espacial chinesa, de construir uma nova estação espacial na órbita terrestre e enviar astronautas à Lua.

Durante a missão, a sonda chinesa executou sete manobras de trajetória e atingiu uma altitude máxima de oito mil quilômetros. O procedimento de pouso foi iniciado duas horas antes da aterrissagem e serviu para testar componentes importantes do equipamento, como o escudo térmico e o sistema de paraquedas.

ReproduçãoProcedimento de pouso da cápsula de tripulação chinesa (Foto: CASC)

Segundo o site Space, a espaçonave é projetada para comportar de seis a sete astronautas. Neste primeiro voo, porém, não havia pessoas a bordo. Junto ao módulo de serviço, a cápsula possui cerca de nove metros de altura e 4,5 metros de largura.

Cápsula com anomalia

Apesar do pouso bem-sucedido da cápsula de tripulação, a semana também reservou notícias negativas para a CNSA. Na quarta-feira (6), uma sonda chinesa projetada para transportar cargas para a futura estação espacial do país sofreu com “anomalias” durante a viagem de retorno à Terra, segundo a instituição.

O equipamento defeituoso foi lançado na mesma missão que a cápsula de tripulação, na terça-feira (5). A sonda testava um novo tipo de escudo térmico, mais leve que os dispositivos tradicionais feitos com metais, cerâmica ou materiais compostos.

A China planeja realizar pelo menos 12 operações dedicadas ao desenvolvimento da estação espacial. A previsão é que a plataforma fique pronta por volta de 2022. Após as missões realizadas nesta semana, o país deve enviar ao espaço o módulo principal da estação, chamado Tianhe, e mais duas cápsulas experimentais, batizadas de Wentian e Mengtian.

Fonte: Space

China espaço foguete espaçonaves Ciência&Espaço
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