Norte magnético da Terra continua a se mover e cruza o meridiano primário

Velocidade de deslocamento vem aumentando, e em 2019 chegou a 55 km por ano

Rafael Rigues, editado por Matheus Luque 17/12/2019 10h12
Campo magnético da Terra
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O norte magnético da Terra, que nas últimas décadas tem se movido mais rápido do que o esperado, do Ártico Canadense em direção à Sibéria numa velocidade de 55 km por ano, continua sua jornada e em setembro deste ano cruzou o meridiano primário, também conhecido como Meridiano de Greenwich.


Segundo cientistas, o movimento deve continuar nos próximos anos, embora a uma velocidade mais baixa de cerca de 40 Km por ano. O norte magnético não se alinha com o norte geográfico (o “Polo Norte”) e há centenas de anos vem mudando de posição, devido a um enfraquecimento do campo magnético da Terra. A novidade é a velocidade com que estas mudanças estão ocorrendo.

Reprodução

Posição do norte magnético nos últimos 400 anos. Fonte: Business Insider

Os cientistas lançam a cada cinco anos um Modelo Magnético Mundial, que mapeia o campo magnético do planeta. Essa informação é usada, por exemplo, para calibrar o sistema de posicionamento global, o popular GPS. Mas a movimentação do norte magnético tem sido tão rápida que os mapas não têm conseguido acompanhar.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, o desvio em relação ao modelo anterior era tão grande que foi necessária uma atualização não programada, para garantir a precisão dos sistemas de navegação.

O enfraquecimento do campo magnético da Terra, que é gerado por movimento de ferro no núcleo, pode ser sinal de uma inversão geomagnética. Neste fenômeno os polos norte e sul mudam de posição (ou seja, o norte magnético ficará perto do sul geográfico, e vice-versa), embora não haja consenso entre os cientistas se estamos passando por este processo ou não.

183 reversões ocorreram nos últimos 83 milhões de anos, com a mais recente 780 mil anos atrás. Cientistas ainda não estão certos sobre os efeitos do fenômeno na vida no planeta, mas ele certamente poderia afetar muitos dos atuais sistemas de navegação e comunicação dos quais o mundo moderno depende.

Fonte: Live Science

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