China prende pessoas que espalham boatos sobre o coronavírus

Governo quer evitar que rumores e informações não confirmadas se espalhem pelo país, causando mais pânico

Guilherme Preta, editado por Matheus Luque 30/01/2020 09h40
Coronavirus
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A epidemia de coronavírus afetou a China de uma maneira devastadora. Milhões de pessoas estão isoladas em quarentena e diversos países cancelaram voos e trens para o país. Porém, esse não é o único problema que o governo chinês está enfrentando. A polícia de Wuhan, epicentro do vírus, prendeu pelo menos oito pessoas por “espalhar boatos” sobre a epidemia. Além disso, mais 40 pessoas foram investigadas pelo mesmo motivo. Tudo isso para que rumores e informações não confirmadas ou falsas não aumentem a situação de pânico na qual o país já se encontra.


Fora da China, os boatos online sobre o vírus também circulam. Isso foi ampliado com a disseminação de informações falsas até por fontes oficiais. A mídia estatal e o vice-diretor geral do departamento de informações do Ministério de Relações Exteriores do país, Lijian Zhao, postaram um vídeo da construção de um prédio residencial, mas alegando que seria do novo hospital em Wuhan.

Reprodução

Grande parte das notícias no país são divulgadas pelo aplicativo WeChat. Lançado como serviço de mensagem, evoluiu recebendo um feed de notícias, sistema de pagamento, histórias do Instagram, serviço de carona do Uber e um navegador de buscas. Recentemente, o app recebeu também um recurso de “denúncia” sobre o coronavírus, para que os usuários enviem informações ao governo de como o surto está sendo tratado por autoridades locais.

Porém, como parte da vigilância em massa do Partido Comunista Chinês, o WeChat censura “conteúdos sensíveis” há quase dez anos. “Eles ocultaram o verdadeiro perigo por quase um mês”, reclamou um usuário que pertence a um grupo chamado “Americanos em Wuhan”.

O boato mais espalhado no país foi um vídeo de uma mulher que alega ser enfermeira e conta que mais de 100 mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus. A história se espalhou de tal maneira que o governo precisou enviar mensagens dizendo que era falso. Para tentar diminuir ainda mais a disseminação desses boatos, o WeChat anunciou que vai encerrar contas que espalhem confusão e contratou uma agência terceirizada para desmentir todas as informações falsas.

Via: Buzz Feed News


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