Conheça as diferentes máscaras de proteção contra o novo coronavírus

Cada uma delas oferece um tipo de proteção diferente, sendo a N95 a que mais protege contra as minúsculas partículas do ar

Luiz Nogueira, editado por Cesar Schaeffer 17/04/2020 13h40
Máscara de proteção
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As máscaras se tornaram item indispensável para ajudar a impedir a propagação do novo coronavírus em todo o mundo. Com alguns lugares, inclusive no Brasil recomendando o uso para aqueles que ainda precisam sair às ruas para trabalhar ou realizar alguma tarefa essencial.


No entanto, saber qual tipo usar e para que serve cada um deles é não é uma tarefa simples. Por esse motivo, listamos as variações mais comuns e qual o tipo de proteção elas podem oferecer.

N95

Foto: New York Times

Conhecida por ser muito eficaz, seu nome faz alusão ao fato de que pode bloquear pelo menos 95% das partículas minúsculas transportadas pelo ar. Ela consegue impedir a passagem de partículas na escala de 0,0001 polegadas (0,3 mícron) de diâmetro. Para se ter uma ideia, um cabelo humano possui entre 70 e 100 mícrons.

Essas máscaras são feitas com poliéster e outras fibras sintéticas, incluindo camadas de fibras emaranhadas que atual como um filtro para dificultar a passagem de partículas. Apesar de ser apontada como uma das mais eficazes, seu uso é único.

Alguns modelos ainda contam com "válvulas de expiração", o que facilita a respiração. Essa proteção é frequentemente usada em construções. Vale lembrar que a máscara com válvula de expiração não deve ser utilizada em áreas que devem ser esterilizadas, como salas de cirurgia de hospitais.

O ajuste das máscaras N95 é um dos fatores que mais ajudam na proteção. Seu formato curvo oferece aderência ao rosto de quem a utiliza, evitando assim que as partículas possam entrar por algum pequeno espaço aberto.

Máscara cirúrgica

Foto: New York Times

Esse tipo de máscara possui diversos modelos. Entretanto, ela é menos eficaz que as N95. Estudos apontam que elas filtram de 60% a 80% das pequenas partículas carregadas pelo ar – isso em condições testadas em laboratório.

No entanto, elas podem ser eficazes nos casos em que pessoas estão tossindo ou espirrando, pois, mantém as gotículas dentro da máscara. Elas são totalmente descartáveis e projetadas para serem usadas apenas uma vez. 

O ajuste no rosto de quem utiliza também não é perfeito, fazendo com que haja o risco de que alguma partícula passe por ela.

Máscara caseira

Foto: New York Times

Com a falta das máscaras de proteção nos comércios, muitos apelaram para uma versão caseira, feita de tecido. Dependendo do material utilizado na confecção, a proteção oferecida pode ser a mesma de uma versão cirúrgica. No entanto, devido ao momento em que vivemos, qualquer cobertura no rosto é melhor que nada.

Uma boa máscara caseira utiliza um material denso o suficiente para capturar partículas virais, mas também deve oferecer facilidade na respiração. Esse é o caso dos tecidos de algodão. É recomendável a utilização de material com uma contagem de linhas mais alta – o que permite que pouca luz passe através dela.

Além disso, é aconselhável que as produções caseiras tenham duas camadas do material usado e que tenham tamanho suficiente para cobrir o nariz e se estender até abaixo do queixo. Esse modelo é reutilizável, basta lavá-la após o uso. 

Máscara caseira com filtro

Foto: New York Times

Esse modelo é o mais interessante. Isso porque, além de ser feita de algodão, possui uma espécie de bolso interno em que é possível colocar um filtro adicional. Um experimento descobriu que usar duas folhas de papel toalha nesse bolso faz com que a máscara seja capaz de bloquear entre 23% e 33% das partículas de 0,3 mícron.

Algumas pessoas experimentam usar esse modelo com filtros de ar e sacos de vácuo. Eles podem ser eficazes, mas podem apresentar riscos. Muitos não são respiráveis e podem conter fibras que, se inaladas, representam riscos à saúde.

Usar máscaras contra o novo coronavírus só é eficaz se usada adequadamente. Autoridades de saúde recomendam que elas estejam sempre bem ajustadas ao rosto de quem as utiliza. Elas podem não ser 100% eficazes, mas, se combinadas com as recomendações de distanciamento social e lavagem regular das mãos, devem impedir a contaminação pelo vírus na maioria dos casos.

Via: New York Times



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