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Desde o início da pandemia do novo coronavírus, diversos países e empresas têm se mobilizado para buscar um tratamento eficaz contra a Covid-19 e uma vacina que a previna. Segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), são 166 vacinas atualmente em desenvolvimento, com pelo menos 24 delas já em fase de testes em humanos.
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Cinco dessas já estão na Fase 3, a última delas. A desenvolvida pela Sinovac (China), a da Sinopharm com o Instituto Biológico de Wuhan (China), Sinopharm em parceria com o Instituto Biológico de Pequim (China), a desenvolvida pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e a da Moderna (Estados Unidos). Dessas, duas (Sinovac e Oxford) estão realizando testes no Brasil.
Fases do teste clínico
A Fase 3, na qual essas candidatas estão, significa que estão sendo testadas em larga escala para avaliar definitivamente sua eficácia e segurança. Também é aqui que são garantidas a durabilidade da imunização e os eventos adversos. Antes disso, porém, tem a Fase 1, na qual é feita uma avaliação preliminar sobre a segurança da vacina. Isso é feito em um número reduzido de adultos saudáveis.
Cinco vacinas estão na Fase 3. Foto: University of Oxford via AP
Já na segunda fase, o número de voluntários aumenta um pouco, focando em pessoas com características semelhantes ao público alvo do imunizante. São levadas em considerações informações como idade e saúde. Aqui o importante é avaliar a segurança, a capacidade de proteção, a dosagem e como a vacina deve ser administrada.
Vacina da Universidade de Oxford
O imunizante desenvolvido pela universidade do Reino Unido conta com a parceria do laboratório AstraZeneca. Segundo os estudos, ele foi capaz de criar a resposta imune até 56 dias após a aplicação. Esta é considerada a vacina mais avançada e está sendo testada em 50 mil pessoas no mundo todo, incluindo 5 mil no Brasil.
Esta vacina utiliza a tecnologia de vetor viral recombinante, e é produzida com uma versão enfraquecida do adenovírus, que causa resfriado em chimpanzés e não afeta humanos. Foi adicionado o material genético responsável pela proteína usada pelo Sars-Cov-2 para invadir a célula humana, induzindo a produção dos anticorpos.
Brasil já realiza testes de duas das candidatas mais avançadas. Foto: Dado Ruvic/Reuters
Considerada segura, a vacina apresenta alguns efeitos colaterais, como inchaço ao redor da aplicação, febre e dores musculares. Segundo Soraia Smaili, reitora da Universidade Federal de São Paulo, responsável pelos testes no país, o imunizante pode ter registro liberado em junho de 2021.
Vacina da Sinovac
Está é a vacina que iniciou seus testes na última terça-feira (21) no Brasil. O ensaio no país é liderado pelo Instituto Butantan. Para induzir a resposta imune, é utilizado o vírus Sars-Cov-2 inativado, que implanta uma espécie de memória celular em quem recebe o imunizante. Assim, quando o vírus ativo entrar no corpo, ele já está preparado para combater a infecção.
Covid-19 já matou mais de 616 mil no mundo. Foto: Rost-9D
Se os testes forem bem sucedidos, o Brasil pode iniciar a produção da vacina no início de 2021, segundo o governador de São Paulo, João Doria.
Demais vacinas
A farmacêutica chinesa Sinopharm trabalha em duas vacinas que já estão na Fase 3. Uma delas está testando em 15 mil voluntários nos Emirados Árabes Unidos, e é o primeiro teste de uma vacina inativada em humanos no mundo todo. Esse tipo de imunizante contém o vírus morto ou partes dele, garantindo que ele não consiga se replicar no corpo. Nas fases anteriores, todos os que receberam a vacina geraram anticorpos em 28 dias após a aplicação de duas doses.
Enquanto isso, o laboratório americano Moderna afirma ter uma vacina segura e eficaz. Os efeitos colaterais apresentados foram dor de cabeça, fadiga, calafrios, dores musculares e no local da aplicação. Apesar disso, o número pequeno de voluntários (apenas 45) gera críticas da comunidade científica.
Via: G1