Covid-19: entidade dos EUA retira alerta sobre transmissão aérea

Agência de saúde americana havia afirmado que o vírus pode se espalhar por até 1,83 metro pelo ar, mas voltou atrás e retirou as recomendações do site

Davi Medeiros, editado por Daniel Junqueira 21/09/2020 17h55
Espirro, Covid-19
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Na última sexta-feira (18), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) alertou para a possibilidade de transmissão aérea do novo coronavírus. Nesta segunda (21), porém, a agência voltou atrás e anunciou que vai atualizar suas recomendações. 


De acordo com o CDC, o aviso foi publicado "de forma equivocada" no site da entidade. A agência de notícias Reuters questionou sobre quando as diretrizes corretas serão providenciadas, mas não obteve resposta. 

O alerta, já excluído, dizia que a Covid-19 poderia se espalhar por meio de partículas que se mantinham suspensas no ar e alcançavam cerca de 1,83 metro. A agência de saúde recomendava o uso de purificadores de ar para reduzir a propagação da doença, e destacava que locais mal ventilados poderiam aumentar o risco de transmissão. 

Depois de retirar as diretrizes, o site do CDC voltou a afirmar que "o vírus se dissemina principalmente de pessoa para pessoa por meio de gotículas de respiração, que podem pousar na boca ou no nariz de pessoas próximas". Não é mais estimada uma distância limite para a transmissão.

Reprodução

CDC alertou sobre transmissão aérea do novo coronavírus, mas voltou atrás. Imagem: Unsplash

Indícios de transmissão aérea 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu, em julho, a possibilidade de transmissão aérea do novo coronavírus.

À época, a entidade divulgou um relatório dizendo que, até o momento, não era possível afirmar se o Sars-Cov-2 podia ser transmitido por esse tipo de via de disseminação de aerossóis, salientando que era necessário "investigar muito mais".

Ainda assim, a OMS reconheceu que "não se pode descartar que tenha ocorrido transmissão mediante aerossóis de curto alcance, especialmente em ambientes fechados específicos, por exemplo, lugares onde haja pessoas infectadas, exista aglomeração e não se disponha de ventilação suficiente durante um período prolongado".

Já em agosto, um experimento detectou o vírus no ar a quase cinco metros de distância de um doente sintomático em um quarto do Hospital da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos. As partículas encontradas eram geneticamente idênticas às extraídas da garganta do paciente, e, mesmo flutuando no ar, continuaram "viáveis", isto é, eram capazes de infectar novas células e de se multiplicar nelas.

A OMS afirma estar monitorando os indícios "emergentes" que apontam para essa hipótese, e, diferente do CDC, não voltou atrás em suas recomendações.

Via: Reuters


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