Em recuo, Bolsonaro diz que Brasil poderá comprar CoronaVac

No mês passado, presidente desautorizou ministro da Saúde e disse que a CoronaVac não seria comprada pelo governo brasileiro

Da Redação, editado por Daniel Junqueira 16/11/2020 19h48
CoronaVac, SinoVac
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Em uma transmissão em redes sociais, na última quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil poderá comprar a CoronaVac, caso ela se mostre eficaz e segura contra a Covid-19.


A afirmação vem depois que Bolsonaro e João Doria, governador de São Paulo, protagonizaram uma disputa política ao redor do imunizante produzido pela Sinovac, uma farmacêutica chinesa.

No mês passado, o presidente desautorizou o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que havia se reunido com Dória para discutir a compra do imunizante.

Na mesma semana, o presidente respondeu um internauta dizendo, em letras maiúsculas: "NÃO SERÁ COMPRADA", em referência à CoronaVac. Para outro usuário, ele garantiu: "Tudo será esclarecido hoje. Tenha certeza, não compraremos vacina chinesa”.

Agora, Bolsonaro recuou e disse que a decisão pela vacina vai partir do Ministério da Saúde, depois que ela for aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). "Da minha parte, havendo a vacina, comprovada pela Anvisa e pelo Ministério da Saúde, a gente vai fazer uma compra”, disse.

Na mesma live, ele também disse que, caso haja a compra efetiva, vai exigir uma planilha de custos da fabricante. “Não é comprar no preço que um caboclo aí quer. Está muito preocupado um caboclo aí que essa vacina seja comprada a toque de caixa”, concluiu, novamente se referindo a Doria. 

ReproduçãoO governador de São Paulo, João Doria, está à frente das negociações com a farmacêutica chinesa Sinovac. Foto: Governo de São Paulo

CoronaVac está na fase 3 de testes

Desde julho, a CoronaVac está na fase 3 de testes clínicos. Nesta etapa, que está sendo conduzida também aqui em São Paulo, mais de 9 mil voluntários estão recebendo o imunizante, testando a segurança e a eficácia.

Caso a vacina seja aprovada, o Instituto Butantan deve receber 60 milhões de doses, além de ter autonomia para produzir mais doses em sua fábrica, que está em construção, após transferência de tecnologia.

De acordo com o governo de São Paulo, “quando os testes forem finalizados serão submetidos para aprovação e registro da Anvisa. Somente após essas aprovações, as doses serão disponibilizadas para a aplicação”, afirmou em comunicado oficial.

Fonte: Folha de SP


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