Indústria eletroeletrônica brasileira retomou patamar de empregos pré-Covid-19

De acordo com dados da Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o país recuperou postos de trabalho em patamares registrados em março, antes da pandemia

Da Redação, editado por Daniel Junqueira 06/10/2020 17h07
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A indústria eletroeletrônica do Brasil recuperou os postos de trabalho perdidos durante a pandemia do novo coronavírus. É o que dizem os dados da Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), divulgados na última quinta-feira (1).


O número de empregados no setor aumentou em 6,4 mil postos em agosto, atingindo 239,1 mil trabalhadores empregados formalmente. O resultado alcança o patamar de março de 2020, quando a indústria registrou 239,3 mil empregos.

Os últimos três meses analisados, junho, julho e agosto, registraram uma aceleração na criação de postos de trabalho que compensou a queda vista entre março e maio deste ano. Foram registradas contratações de mais de 12 mil profissionais no período, enquanto as demissões do início da pandemia atingiram cerca de 13,9 mil trabalhadores.

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Indústria eletroeletrônica registrou crescimento do mercado de trabalho em patamares registrados em março, antes da pandemia. Foto: Fishman64/Shutterstock

Também se percebe um resultado positivo em relação ao mesmo período de 2019, que registrou 237 mil empregos no setor, e fechou o ano com diminuição do mercado de trabalho neste setor industrial.

O presidente da Abinee Humberto Barbato analisou a recuperação do setor nos últimos 90 dias. “Os incrementos observados nos três últimos meses, que totalizaram 12,3 mil empregados, compensaram quase toda queda verificada entre os meses de março e maio”.

Segundos dados divulgados pela Abinee, os últimos três meses registraram aumento na produção da indústria eletroeletrônica nacional, com o mês de agosto registrando o maior pico em diversos setores do mercado.

Auxílio emergencial

O consumo interno nacional tem sido estimulado pelo pacote de auxílio emergencial aprovado pelo governo federal, que injetou mais de R$ 150 bilhões na economia, como forma de mitigar os efeitos da pandemia no mercado brasileiro. O país registrou aumentos específicos no consumo e queda na faixa da população em situação de pobreza.

A recuperação da indústria eletroeletrônica não reflete, no entanto, o atual movimento da economia nacional. O Brasil registrou um nível de desemprego de 13,8% em julho: um recorde também causado pela pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Mobile Time


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