Mesmo com paralisação, vacina britânica pode sair 'até o fim do ano'

Diretor-presidente da AstraZeneca afirmou que a interrupção nos testes não prejudicou a coleta de dados dos mais de 60 mil voluntários

Renato Mota 10/09/2020 15h09
Laboratório da AstraZeneca
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Apesar da paralisação temporária na pesquisa, a vacina contra o coronavírus em desenvolvimento pela AstraZeneca ainda pode estar disponível até o fim do ano. É o que garante o presidente-executivo da empresa, Pascal Soriot, que viu esta semana os ensaios clínicos terem sido interrompidos depois que uma voluntária adoeceu.


"Ainda acho que estamos no caminho certo para ter um conjunto de dados que enviaremos antes do fim do ano para a aprovação regulatória", afirmou o executivo em um evento organizado pelo grupo de mídia Tortoise. A AstraZeneca e a Universidade de Oxford estão desenvolvendo a vacina em conjunto e realizando testes em 60 mil pessoas em todo o mundo - inclusive no Brasil.

A pesquisa foi temporariamente paralisada devido à suspeita de um efeito colateral considerado 'sério' durante estudos clínicos de fase 3 no Reino Unido. De acordo com a empresa, "um processo de análise padrão causou uma pausa na vacinação para permitir a avaliação dos dados de segurança".

A farmacêutica também afirma que essa é uma "ação rotineira que precisa acontecer sempre que há uma doença inexplicada potencial em algum dos testes enquanto há a investigação, para garantir a integridade dos experimentos". No evento em que palestrou, Soriot disse que não era incomum interromper os testes por causa de "eventos adversos".

"A diferença com outros testes de vacinas é que o mundo inteiro não os está observando. Eles param, estudam e recomeçam", lembrou o executivo.

A voluntária que adoeceu será submetida a mais testes e os dados serão então submetidos a um comitê de segurança independente, que os avaliará para decidir se os ensaios podem ser retomados. Ela teria sintomas neurológicos consistentes com uma doença inflamatória espinhal rara, mas grave, chamada mielite transversa.

Via: The Guardian


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