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⚽ Lionel Messi disse que só aproveita a Copa do Mundo quando se sente útil ao time, não apenas presente em campo.
🧠 O modelo PERMA, do psicólogo Martin Seligman, aponta o propósito como um dos pilares do bem-estar duradouro.
💡 Sentir-se útil ativa três necessidades psicológicas básicas: competência, autonomia e vínculo social.
Poucos dias antes de disputar sua terceira final de Copa do Mundo, Lionel Messi resumiu em uma frase o que sustenta sua vontade de jogar. Ele não falou de taça nem de recorde, falou de se sentir útil para o time. E essa ideia simples carrega uma lição da psicologia positiva que vale para qualquer profissão.
A frase antes da final
Aos 39 anos, com o corpo pedindo mais tempo de recuperação a cada partida, Messi falou a jornalistas durante a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. Disse que fez de tudo para chegar em boa forma porque só consegue aproveitar o torneio “me sentindo bem, me sentindo útil para a equipe”.
A escolha de palavras chama atenção. Estar em campo não bastava para ele. Sem citar teoria nenhuma, Messi descreveu o que a psicologia positiva chama de senso de propósito, um dos pilares do modelo PERMA, criado pelo psicólogo Martin Seligman.

Troque futebol por rotina, a lógica não muda
A reflexão não fica restrita ao esporte. Basta trocar equipe por empresa, família ou comunidade que o raciocínio segue valendo. A pergunta que Messi parece se fazer antes de cada jogo é a mesma que sustenta ou corrói a autoestima de qualquer pessoa no trabalho.
A Teoria da Autodeterminação, dos psicólogos Edward Deci e Richard Ryan, ajuda a explicar o mecanismo. Segundo o modelo, três necessidades movem a motivação humana: competência, autonomia e vínculo social. Sentir-se útil ativa as três de uma vez.
Três sinais de que a utilidade sumiu
Quando a sensação de contribuição desaparece, a autoestima costuma ruir por dentro, mesmo que por fora tudo continue igual. A pessoa cumpre horário, entrega tarefas e recebe salário, mas perde a energia de fazer parte de algo maior. Alguns sinais ajudam a identificar esse momento:
- Indiferença ao resultado. O trabalho é entregue e o que acontece depois deixa de importar.
- Comparação sem ação. Em vez de buscar espaço, a pessoa só observa os outros e conclui que não há lugar para ela.
- Desconexão do grupo. O discurso muda de “nós conseguimos” para “eles conseguiram”, mesmo quando ela participou do processo.
- Presenteísmo constante. O corpo está no lugar certo, mas a mente já foi embora havia tempo.
Pontos-chave
👤 Presença sem impacto
Cumprir horário e ocupar um lugar não garante satisfação. Sem sentir que faz diferença, o engajamento cai aos poucos.
🤝 Contribuição percebida
Saber que o próprio esforço muda o resultado do grupo sustenta o engajamento até em tarefas difíceis.
🧠 O que os estudos mostram
O modelo PERMA, de Martin Seligman, inclui o propósito entre os pilares do bem-estar duradouro e da resiliência emocional.
Como recuperar o senso de ser necessário
Sentir-se útil de novo não depende de esperar que alguém reconheça o próprio valor. Depende de se preparar para ter algo real a oferecer quando a oportunidade aparecer, do jeito que Messi fez antes da Copa do Mundo.
Identificar a contribuição mais genuína, buscar retorno honesto de colegas ou familiares e cuidar da própria saúde física e emocional são passos que sustentam essa reconstrução, segundo a psicologia positiva.

Aproveitar é pertencer
No fim, a frase de Messi derruba a ideia de que aproveitar a vida é apenas estar presente sem compromisso. Para quem já sentiu a diferença entre ocupar um espaço e preencher esse espaço com relevância, aproveitar é sinônimo de se sentir necessário.
A lição vale muito além dos gramados. Antes de reclamar que a rotina perdeu a graça, vale perguntar se há espaço reservado para contribuir de verdade. A resposta honesta pode mudar mais do que um único dia.
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