Ao fazer compras no mercado, você provavelmente já reparou em embalagens com dois códigos de barras no rótulo. Essa mudança visual faz parte de uma grande modernização tecnológica global. O objetivo dessa coexistência é permitir a leitura automatizada durante a adaptação comercial.
Por que muitos produtos trazem dois códigos de barras na mesma embalagem?
A presença simultânea dos símbolos decorre da transição global estabelecida segundo as diretrizes da GS1. Fabricantes mantêm o padrão tradicional junto a modelos 2D para garantir a compatibilidade operacional nos mercados. Isso assegura que os produtos continuem sendo registrados durante a atualização dos leitores nos pontos de venda.
As diretrizes internacionais determinam a manutenção do código linear até que noventa por cento dos caixas processem o formato bidimensional. Assim, o setor promove uma migração gradual sem comprometer o atendimento ágil e a contínua gestão de inventário no comércio.
Quais são as principais vantagens dos padrões bidimensionais no varejo?
Os formatos bidimensionais armazenam um volume superior de dados no mesmo espaço impresso. Enquanto o modelo linear guarda apenas a identificação numérica, a tecnologia 2D inclui lotes de fabricação e prazos de validade, bloqueando itens vencidos diretamente no sistema do caixa.
Essa tecnologia também transforma a experiência do cliente nas lojas. Pela câmera do celular, o comprador consulta informações nutricionais completas, manuais e origem do item, abrindo um canal de comunicação direta com as marcas fabricantes.
- Validade automática: Bloqueio imediato de produtos expirados durante a passagem no caixa.
- Rastreabilidade total: Identificação rápida de lotes específicos em processos de recolhimento.
- Interação digital: Acesso simplificado a tabelas nutricionais e orientações via celular.
- Controle logístico: Monitoramento preciso sobre a reposição de itens no estoque.

Qual é a diferença técnica entre os formatos linear e 2D?
A diferença essencial reside na geometria de armazenamento de informações. O padrão linear usa barras paralelas para codificar o código numérico GTIN, enquanto os modelos bidimensionais organizam pontos em malhas horizontais e verticais, gerando uma alta densidade de dados.
Para ler essas matrizes, os comércios adotam scanners por imagem digital no lugar de feixes a laser. Essa leitura óptica moderna viabiliza a automação comercial avançada e melhora a eficiência logística em toda a cadeia de suprimentos.
Qual padrão o leitor do caixa processa ao escanear dois códigos de barras?
Não há uma prioridade fixa indicando qual símbolo será lido primeiro no checkout. Scanners modernos captam todos os códigos presentes no campo de visão e registram o primeiro registro decodificado com nitidez, disparando imediatamente a consulta de preço no sistema integrado.
Os terminais são programados para evitar cobrança duplicada quando ambos os padrões estão na embalagem. O software valida o item e emite um único sinal sonoro, mantendo a operação do checkout fluida e sem erros no valor final.
Quando as tradicionais barras lineares deixarão de existir nas gôndolas?
A extinção das barras clássicas depende do avanço de leitores ópticos em redes de varejo de todos os portes. Enquanto estabelecimentos utilizarem scanners a laser antigos, os rótulos manterão o formato duplo para evitar custos de transição repentinos.
A transição global avança gradualmente para que o código 2D se torne o padrão único de mercado. A unificação facilitará o rastreamento industrial das mercadorias e oferecerá conteúdo interativo completo para todos os consumidores no futuro.
Leia mais:
