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A aldeia que fica agarrada a um penhasco a 2.200 metros de altitude e seus moradores usavam escadas de corda para entrar e sair

Davy Emanuel Silva dos Santos Davy Emanuel Silva dos Santos
15/09/2026 09:07
A aldeia que fica agarrada a um penhasco a 2.200 metros de altitude e seus moradores usavam escadas de corda para entrar e sair

Al Habala se integra ao penhasco que condicionou sua história - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Entre paredões verticais, névoa de verão e vales profundos de Asir, Al Habala parece surgir na própria borda da montanha. A antiga aldeia da Arábia Saudita nasceu em um ponto tão isolado que seus primeiros moradores subiam e desciam o desfiladeiro por escadas de corda. Hoje, o mesmo relevo explica por que o lugar virou uma das paisagens mais incomuns da região.

Por que Al Habala nasceu em um penhasco?

🏛️ Há quase 400 anos: A tribo Qahtan constrói a aldeia na encosta.
🪢 Vida tradicional: Moradores usam escadas de corda para vencer o desfiladeiro.
🚡 Hoje: O teleférico liga a área turística à aldeia antiga.

Al Habala nasceu nesse relevo porque o isolamento fazia parte da própria escolha do lugar, cercado por paredes rochosas e fortes desníveis. O Visit Saudi informa que a tribo Qahtan construiu a aldeia há quase 400 anos, alcançando-a por escadas de corda. A posição protegida por escarpas separava a comunidade do planalto e tornava o acesso dependente de soluções adaptadas ao relevo.

As casas de arenito ocupam a borda de uma encosta muito íngreme, acima de um vale profundo. O guia oficial descreve uma série de moradias empoleiradas na borda do penhasco, diretamente expostas à escala do relevo. O conjunto preserva uma ligação rara entre arquitetura, agricultura e mobilidade em um território montanhoso.

Como as escadas de corda moldaram a vida na aldeia?

Cordas permitiam vencer o forte desnível da aldeia – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Elas transformavam cada deslocamento entre o povoado e as áreas superiores em parte exigente da rotina, pois o acesso seguia pelo desfiladeiro. A publicação oficial explica que o nome Al Habala deriva de habal, termo árabe ligado a corda e diretamente associado às antigas escadas. Assim, o próprio nome guarda a memória do recurso que permitia vencer a diferença de nível entre a aldeia e o planalto.

Os habitantes mantiveram uma vida autossuficiente baseada em agricultura em terraços até os anos 1980, segundo o guia oficial de Asir. O isolamento acompanhava esse modo de vida, enquanto os terraços ocupavam faixas cultiváveis nas encostas e ajudavam a sustentar a comunidade. Hoje, o guia registra homens Qahtani com guirlandas tradicionais de flores, parte da apresentação cultural associada à visita ao antigo povoado.

O penhasco continua definindo Al Habala

O Parque Al Habala fica a mais de 2.000 metros acima do nível do mar. A Saudi Press Agency (SPA) descreve paredões rochosos verticais, vales profundos, vegetação nas encostas e neblina frequente durante o verão. A aldeia antiga permanece encaixada na montanha, visível a partir da parte alta do parque.

O teleférico leva visitantes em direção à área histórica e oferece outra leitura do relevo. Do alto, fica mais fácil perceber por que o terreno condicionou a vida local durante gerações.

  • Escarpa: paredões rochosos verticais descem abruptamente para o vale e ajudam a mostrar por que o acesso histórico era tão difícil.
  • Aldeia antiga: as casas de arenito permanecem encaixadas na montanha e concentram a memória da ocupação ligada à tribo Qahtan.
  • Teleférico: a ligação atual permite observar vales e formações rochosas do alto, mas a operação deve ser confirmada antes da viagem.
  • Trilhas e mirantes: o turismo oficial inclui Al Habala entre os pontos cênicos para caminhadas e vistas das montanhas de Asir.

Como visitar Al Habala a partir de Abha?

PlanejamentoO que considerar
DistânciaO parque fica a mais de 50 km a sudeste de Abha.
TeleféricoConsulte a operação antes da visita, pois o serviço pode variar por temporada.

Abha é a base mais direta para chegar ao parque, situado a mais de 50 km a sudeste da cidade. Uma reportagem oficial de 29 de junho de 2026 apresenta Al Habala como destino de verão com atividades infantis, esportivas, culturais e folclóricas. O trajeto rodoviário conduz à parte alta do parque, onde mirantes, áreas de lazer e a conexão com o teleférico organizam a visita.

O site oficial de turismo saudita recomenda verificar previamente o funcionamento do teleférico, cuja operação pode ser sazonal. Também vale reservar tempo para os mirantes e caminhadas, levando calçados firmes, água e protetor solar, como orienta o turismo oficial de Asir. Para quem visita a região, Al Habala combina acesso relativamente simples desde Abha com uma história marcada por isolamento, agricultura em terraços e mobilidade vertical.

Entre cordas e montanhas

Al Habala preserva uma história difícil de separar da geografia que a cercou por séculos e ainda define sua paisagem. As casas de arenito, o penhasco e as antigas escadas de corda mostram como a comunidade adaptou sua vida a um terreno extremo. Hoje, o teleférico permite observar essa relação por outro ângulo, sem apagar o peso do antigo isolamento. Se você passar por Asir, eu reservaria tempo para conhecer o lugar devagar e perceber como o relevo explica quase tudo.

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Tags: construçãocuriosidadehistória
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