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Home Arqueologia

Escavações no Vale do Ribeira encontraram um forno de fundição de 300 anos que ainda tem escória grudada nas paredes e mostra a temperatura que os antigos alcançavam sem termômetro

Gabriel Pessoa Alberton Gabriel Pessoa Alberton
16/09/2026 11:09
Escavações no Vale do Ribeira encontraram um forno de fundição de 300 anos que ainda tem escória grudada nas paredes e mostra a temperatura que os antigos alcançavam sem termômetro

Escavações no Vale do Ribeira revelam a primeira casa de fundição de ouro do Brasil - Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

As escavações no Vale do Ribeira revelaram a primeira casa de fundição de ouro do Brasil, um marco histórico.Especialistas encontraram um piso no Museu de Iguape, atestando a intensa mineração durante a época colonial.Entre os valiosos itens retirados, destacam-se cadinhos que detalham o refino de metais preciosos daquele período.

Onde estava a primeira casa de fundição no país?

A localização gerou curiosidade, mas, segundo a Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia (USP), tudo ocorreu em Iguape. Cavaram a sessenta centímetros e acharam o solo de ocupação original. Isso preservou a oficina de refino por séculos.

Na exploração do terreno, a equipe documentou a remoção de terra para proteger os artefatos coloniais encontrados. A riqueza dos itens logo demandou análise laboratorial rigorosa, ajudando os cientistas a datar o ambiente perfeitamente.

🏛️ Fundação Inicial: Os dados sugerem a criação da estrutura entre 1630 e 1632, período de expansão exploratória no território.
⚙️ Auge da Operação: Durante meados do século XVII, o local tornou-se o principal núcleo para o controle do ouro.
🔒 Encerramento: As atividades foram descontinuadas por volta do ano de 1760, encerrando um ciclo econômico vital.
Escavações no Vale do Ribeira encontraram um forno de fundição de 300 anos que ainda tem escória grudada nas paredes e mostra a temperatura que os antigos alcançavam sem termômetro
Análise laboratorial confirma refino de ouro puríssimo na primeira casa de fundição paulista – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Quais materiais antigos foram recuperados nas escavações?

O processo revelou muitos resíduos de metalurgia, incluindo escória e carvão mineral antigo. O objeto principal foi um cadinho de grafite com concreções evidentes. Esse pequeno recipiente era essencial para derreter minérios extraídos dos rios paulistas na antiguidade.

Para comprovar o uso, os pesquisadores pediram uma inspeção química avançada ao IPEN-USP. Os testes acusaram a presença de ouro no recipiente e em um fragmento de cerâmica próximo. Isso confirmou que o local processava ouro puríssimo.

  • Fragmentos de ferro forjado dos antigos fornos pesados.
  • Pedaços de carvão e cinzas para derreter ouro.
  • Resistente cadinho de grafite para separar metais.
  • Lascas de cerâmica contendo traços de pó dourado.

Por que debatem a datação deste complexo?

A cronologia da edificação permanece sendo uma discussão acadêmica fervorosa. Alguns registros apontam para 1630 a 1632, associado às bandeiras de exploração sulistas. A tese foca na economia paulista inicial e no trabalho das primeiras expedições coloniais.

Entretanto, ofícios indicam a estrutura apenas em 1653, gerando uma divergência documental. Sem data unânime, o local operou até 1760 como um centro de arrecadação tributária. A tabela abaixo detalha as principais hipóteses debatidas pelos historiadores modernos.

Período Histórico Contexto da Hipótese
1630 a 1632 Expansão das rotas de mineração pelos primeiros colonos.
Ano de 1653 Datação baseada em correspondências oficiais da coroa à capitania.
Até cerca de 1760 Fase final de operação antes do encerramento da taxação.
Escavações no Vale do Ribeira encontraram um forno de fundição de 300 anos que ainda tem escória grudada nas paredes e mostra a temperatura que os antigos alcançavam sem termômetro
Descoberta de cadinho de grafite em Iguape comprova intensa mineração colonial de ouro – Imagem criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Qual a importância da primeira casa de fundição paulista?

Criar a primeira casa de fundição foi estratégico para a metrópole administrar terras ultramarinas. Antes dela, o minério circulava sem controle, causando evasão fiscal enorme aos cofres. Com a estrutura, o governo quintava o ouro legalmente.

Essa tributação sustentou diversas vilas dependentes do comércio de suprimentos locais. A circulação da riqueza oficializada transformou a área num polo urbano vibrante. Hoje, as ruínas demonstram toda essa força administrativa e econômica da região paulista.

Como as ciências modernas protegem nosso patrimônio?

O uso de espectrômetros garante uma precisão investigativa inédita na arqueologia atual. Ao examinar micropartículas nas cerâmicas, evita-se destruir a integridade física das relíquias retiradas da terra. Essa interdisciplinaridade tecnológica dita o rumo das escavações recentes.

A conservação garante que entendamos nosso desenvolvimento industrial precoce na colônia. Cada escória achada funciona como peça do quebra-cabeça da colonização brasileira. Com rigor científico absoluto, nossa rica memória nacional permanece documentada, viva e totalmente segura.

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Tags: arqueologiahistóriamineração
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