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Home Ciência

A NASA encontrou na Lua uma cratera de 222 metros que simplesmente não existia nas imagens antigas: o impacto aconteceu em 2024 e ninguém viu quando ela se formou

Paulo Paulo
20/09/2026 07:09
NASA identifica enorme cratera recente na superfície da Lua

NASA identifica enorme cratera recente na superfície da Lua - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

A cratera McGetchin apareceu onde imagens antigas da Lua não mostravam nada parecido. Com cerca de 222 metros de diâmetro, ela se formou em 2024 e só foi identificada depois pela NASA ao comparar mapas orbitais. O caso mostra como a superfície lunar ainda muda diante dos olhos de missões que a observam há anos.

Como uma cratera lunar de 222 metros apareceu sem ser observada?

O impacto ocorreu em uma janela surpreendentemente curta. Imagens anteriores ainda mostravam o terreno intacto em 11 de abril de 2024, enquanto registros posteriores já apresentavam alterações em 22 de maio. Nenhum telescópio registrou diretamente a colisão naquele intervalo.

A descoberta aconteceu apenas em outubro de 2025, durante a comparação de imagens produzidas pela Lunar Reconnaissance Orbiter. O enorme padrão claro de material lançado pelo impacto chamou atenção imediatamente entre inúmeras alterações menores da superfície.

NASA identifica enorme cratera recente na superfície da Lua - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
NASA identifica enorme cratera recente na superfície da Lua – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O que a NASA mediu depois que encontrou a cratera McGetchin?

Imagens de maior resolução revelaram que a cratera McGetchin possui aproximadamente 728 pés de largura, cerca de 222 metros, e 141 pés de profundidade, perto de 43 metros. O objeto responsável provavelmente tinha dimensões comparáveis às de um prédio de vários andares.

A NASA também detectou uma faixa de aproximadamente 6,4 quilômetros ao redor da cratera que fica cerca de 9 °C mais fria durante a noite lunar do que regiões próximas.

Por que o impacto deixou uma região tão grande diferente?

A colisão não abriu apenas um buraco. Ela lançou regolito, a camada de fragmentos e poeira que recobre a Lua, por uma área muito maior e modificou a estrutura física do material próximo à superfície.

Três efeitos ajudam a dimensionar o evento:

  • Cratera de 222 metros: o buraco central tem dimensão comparável ao comprimento de dois campos de futebol.
  • Regolito revolvido: material superficial foi lançado e reorganizado ao redor da região atingida.
  • Anomalia térmica: o solo menos compacto passou a armazenar menos calor durante a noite lunar.
NASA identifica enorme cratera recente na superfície da Lua - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)
NASA identifica enorme cratera recente na superfície da Lua – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

Um impacto desse tamanho acontece com frequência na Lua?

Impactos pequenos são constantes, mas uma colisão capaz de produzir uma estrutura desse porte é muito mais rara. As estimativas apresentadas pelos pesquisadores colocam um evento semelhante na escala de aproximadamente um por século, muito acima das crateras pequenas detectadas rotineiramente.

Os resultados foram publicados na Science Advances. A possibilidade de comparar imagens anteriores e posteriores oferece uma referência incomum para calcular quanto terreno lunar um único impacto consegue alterar.

Por que encontrar essa cratera importa para futuras missões?

A formação recente permite estudar uma superfície cujo estado anterior é conhecido. Isso ajuda a medir como impactos movimentam rochas e regolito, alteram temperatura e modificam características que podem interferir na movimentação de veículos ou na instalação de equipamentos.

A McGetchin também mostra que mesmo uma paisagem aparentemente imóvel pode sofrer mudanças grandes em pouco tempo. Para missões que pretendem permanecer mais tempo na Lua, compreender a frequência e o alcance desses impactos recentes ajuda a construir uma imagem mais realista do ambiente lunar.

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Tags: astronomiacraterasLuaNASA
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