logo Olhar Digital
No Result
View All Result
Clube Olhar Digital
Assine
  • Notícias
  • Vídeos
    • Todos
    • Especiais
  • Ciência e Espaço
  • Inteligência Artificial
  • Pro
  • Robótica
  • Veículos e Tecnologia
  • Fichas Técnicas
    • Fichas Técnicas
    • Comparar Modelos
  • Editorias
    • Agronegócios
    • Cinema e Streaming
    • Curiosidades
    • Games e Consoles
    • Dicas e Tutoriais
    • Internet e Redes Sociais
    • Medicina e Saúde
    • Olha isso!
    • Produtos e Reviews
    • Segurança e Privacidade
    • Tira-dúvidas
  • Ofertas
  • Apostas
logo Olhar Digital
No Result
View All Result
Home Arqueologia

No sertão brasileiro, povos antigos gravaram desenhos na mesma rocha em que dinossauros haviam deixado pegadas milhões de anos antes

Davy Emanuel Silva dos Santos Davy Emanuel Silva dos Santos
05/11/2026 22:07
No sertão brasileiro, povos antigos gravaram desenhos na mesma rocha em que dinossauros haviam deixado pegadas milhões de anos antes

Recriação da proximidade entre pegadas e gravuras - Imagem criada por inteligência artificial (Google Flow / Olhar Digital)

No Serrote do Letreiro, no sertão da Paraíba, desenhos feitos por antigos habitantes aparecem próximos de pegadas fossilizadas de dinossauros. Em alguns pontos, a distância entre as marcas chega a apenas dez centímetros. Essa vizinhança, separada por milhões de anos, levantou uma pergunta importante: o que aquelas pessoas perceberam nas marcas antes de gravar a rocha?

Onde ficam as pegadas de dinossauros e gravuras do Serrote do Letreiro?

🏛️ Cerca de 140 milhões de anos: Dinossauros deixam pegadas na região.
🌿 Período pré-colonial: Comunidades humanas gravam desenhos perto desses rastros.
🚀 2024: Estudo descreve a associação e o Iphan atualiza o cadastro do sítio.

O Serrote do Letreiro fica na zona rural de Sousa, aproximadamente onze quilômetros distante do centro urbano, entre afloramentos rochosos da Caatinga. Ali, três grandes superfícies de pedra somam mais de quinze mil metros quadrados e preservam registros produzidos em épocas profundamente diferentes. Por isso, o lugar reúne duas linhas de investigação, uma sobre animais extintos e outra sobre antigas comunidades humanas daquela região nordestina.

As pegadas de dinossauros pertencem ao Cretáceo Inferior, enquanto as gravuras surgiram muitos milhões de anos depois, quando grupos humanos ocupavam aquele território. Os pesquisadores identificaram rastros associados a terópodes, saurópodes e ornitópodes, animais com características corporais e formas de locomoção diferentes entre si. Em 2024, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atualizou o cadastro do sítio para orientar iniciativas futuras de preservação.

Por que a posição das gravuras chamou atenção dos arqueólogos?

Sulcos ilustram técnicas de gravação na rocha – Imagem criada por inteligência artificial (Google Flow / Olhar Digital)

A proximidade não envolve apenas desenhos espalhados pelo terreno, pois alguns aparecem a dez centímetros das impressões deixadas pelos animais na pedra do sertão. No afloramento situado mais ao norte, os pesquisadores observaram sobretudo círculos divididos por linhas, além de outras formas que lembram grades. Entretanto, o levantamento não encontrou gravuras atravessando as pegadas fossilizadas, nem sinais de que os autores dos desenhos tenham danificado aqueles rastros.

Essa distribuição sustenta a hipótese de que as pessoas perceberam as marcas antigas e escolheram intencionalmente lugares próximos para realizar suas próprias intervenções. Os desenhos resultaram de técnicas como raspagem e picoteamento, processos que produzem sulcos e pequenos impactos sucessivos na superfície rochosa. Assim, a análise combina distância, posição e características físicas das inscrições, em vez de transformar uma semelhança visual isolada em explicação definitiva sobre seus autores.

O que as marcas permitem investigar sobre os povos antigos?

A pesquisa sugere que os antigos habitantes reconheceram aquelas depressões como possíveis pegadas, embora não soubessem da existência de dinossauros como a ciência atual. Algumas marcas de três dedos lembram rastros de emas, aves presentes na região, e oferecem uma comparação plausível para a interpretação dos vestígios. Contudo, os cientistas não conseguem demonstrar que determinada gravura representa um dinossauro, uma ave ou qualquer personagem conhecido pelos responsáveis pelos desenhos.

Também não existe uma datação absoluta para a execução das gravuras do Serrote do Letreiro, portanto sua antiguidade precisa ser tratada com cautela. A equipe comparou os motivos com sítios da Paraíba e do Rio Grande do Norte, onde há tradições gráficas semelhantes e registros datados. Segundo o estudo original publicado na Scientific Reports em 2024, essas comparações ajudam a formular hipóteses, sem datar nem interpretar definitivamente as gravuras.

Como os cientistas estudaram o local e quais são os riscos à preservação?

Recriação de levantamento arqueológico de superfície – Imagem criada por inteligência artificial (Google Flow / Olhar Digital)

Em 2023, a equipe percorreu os afloramentos, registrou marcas em fotografias e utilizou drone para documentar a distribuição dos vestígios. Os pesquisadores produziram imagens detalhadas e montagens digitais para comparar desenhos pouco visíveis com a posição das pegadas, sem realizar escavações subterrâneas na campanha. Desse modo, o estudo apresentou um registro de superfície que ajuda a examinar relações espaciais, mas não resolve sozinho perguntas sobre autoria e cronologia.

AmeaçaImpacto sobre os vestígios
Desgaste naturalA chuva e a descamação da rocha podem apagar marcas.
Interferência humanaPisoteio e depredação ameaçam a leitura dos registros.

A preservação preocupa porque erosão, desprendimento de camadas rochosas, marcas de animais e resíduos de visitantes já afetam diferentes trechos do sítio arqueológico. Por isso, o estudo propôs sinalização, controle de circulação, drenagem e réplicas tridimensionais como possibilidades de proteção e documentação para pesquisas futuras. O Iphan também destacou a importância do cadastramento e do monitoramento, mas essas recomendações não significam que todas as intervenções propostas tenham ocorrido.

As marcas antigas ainda fazem perguntas ao presente

O Serrote do Letreiro mostra que comunidades humanas observaram uma paisagem marcada por seres que viveram muito antes delas. Entretanto, a proximidade entre os desenhos e as pegadas não revela automaticamente suas crenças, intenções ou explicações para aqueles vestígios. Ao conhecer essa história, observe como os pequenos detalhes de uma paisagem podem abrir novas perguntas sobre a experiência humana no passado.

Leia mais:

  • Família devolve uma encomenda à Amazon e só depois descobre que a gata viajou dentro da caixa até a Califórnia
  • Psicólogos explicam: quem trava na prova não tem falta de conhecimento, é o cortisol bloqueando a recuperação da memória
  • Ossos de preguiça-gigante encontrados no Brasil guardam marcas de trabalho humano e podem ter virado adornos há cerca de 25 mil anos

Tags: arqueologiaarqueologia brasileiraciência
logo olhar digital

O futuro passa primeiro aqui

Cobertura editorial independente. Jornalismo de tecnologia com profundidade, analise e credibilidade.

  • Fale Conosco
  • Sobre Nós
  • Anuncie
  • Termos de Uso e Privacidade
Ícone Youtube Ícone X (Twitter) Ícone Facebook Ícone Instagram Ícone Linkedin Ícone Telegram

© 2005 - 2026 Olhar Digital. Parceiro UOL Tecnologia.

No Result
View All Result

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.