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WhatsApp é hackeado para espionar aliados dos EUA

Vinicius Szafran, editado por Matheus Luque 31/10/2019 16h16
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Pessoas familiarizadas com a investigação dizem que vítimas estão localizadas nos Estados Unidos, Emirados Árabes, Bahrein, Paquistão, Índia e México

Autoridades do alto escalão de governos de países aliados aos Estados Unidos foram alvos de ataques de hackers no início deste ano. Os softwares usados controlavam os telefones dos usuários a partir do WhatsApp e do Facebook.


Fontes relacionadas à uma investigação interna do WhatsApp revelaram que uma parcela significativa das vítimas conhecidas são autoridades governamentais e militares de alto nível espalhadas por pelo menos 20 países nos cinco continentes. O ataque foi maior do que o relatado anteriormente. A invasão de smartphones dos principais funcionários de governos sugere que a atitude pode ter graves consequências políticas e diplomáticas.

Nesta terça-feira (29), o WhatsApp entrou com uma ação contra o desenvolvedor de ferramentas hackers israelense NSO Group, alegando que a empresa construiu e vendeu uma plataforma hacker que explorava uma falha nos servidores do WhatsApp para ajudar os clientes a invadirem o celular de pelo menos 1.400 usuários.

Embora não esteja claro quem usou o software para invadir os telefones, o NSO diz que vende seu spyware exclusivamente para clientes de governo. Além disso, a companhia disse anteriormente que seus produtos são destinados apenas a ajudar governos a capturar terroristas e criminosos, não possuindo qualquer irregularidade. Sobre este último caso, a NSO não respondeu a um pedido de comentário feito pela agência de notícias Reuters.

De acordo com fontes ligadas à investigação, algumas das vítimas estão localizadas em países como Estados Unidos, México, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Índia e Paquistão. A agência de notícias não pôde verificar se as vítimas dos países citados pelas fontes incluíam funcionários do governo.

Segundo o processo feito pelo WhatsApp, o malware criado pela NSO foi empregado em cerca de 45 países e, em pelo menos dez deles, foi usado para ações de monitoramento e vigilância além das fronteiras.

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