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Agência Espacial Europeia desenvolve método para detectar asteróides

Maria Dourado, editado por Rafael Rigues 18/07/2019 09h19
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Técnica demonstrou que o asteroide 2006 QV89 não colidirá com a Terra

A Agência Espacial Europeia (ESA) usou um novo método para, felizmente, afirmar que o asteroide 2006QV89, que tem cerca de 20 a 50 metros de diâmetro, não colidirá com a Terra. Embora tenha nos assustado, com uma chance de colisão de 0,00014% — valor que colocava o corpo espacial no topo da lista de risco — e um possível impacto em 9 de setembro desse ano, a "angústia" acabou sendo uma coisa boa. O motivo? Pela primeira vez, os astrônomos descartaram uma colisão de asteroide sem detectá-lo precisamente. 


Asteroides são realmente difíceis de ver. Muitas vezes são pequenos e movem-se a grandes distâncias. O 2006QV89 se encaixa nessas categorias. Descoberto em 2006, os astrônomos fizeram observações ao longo de 10 dias, antes que ele desaparecesse. 

Reprodução

Esses 10 dias, no entanto, forneceram dados suficientes para os cientistas calcularem sua órbita elíptica. Chegaram à conclusão de que o asteroide cruzaria a órbita da Terra no dia 9 de setembro de 2019, em um ponto próximo o suficiente do nosso planeta para que considerássemos o potencial risco de colisão. 

Contudo, os cálculos, ainda que válidos, são embasados em dados limitados. O fato é que ainda não sabemos onde exatamente está o asteroide em questão. E é aqui que entra o método de não detecção.

"Embora não saibamos exatamente a trajetória do 2006QV89, sabemos onde ele apareceria no céu se estivesse em rota de colisão com nosso planeta", escreveu a ESA. "Portanto, podemos simplesmente observar esta pequena área do céu para verificar se o asteróide realmente está lá".

Foi o que eles fizeram. Nos dias 4 e 5 de julho usaram o Very Large Telescope (VLT), o maior conjunto de telescópios ópticos do mundo, localizado em Paranal, no Chile, para procurar e estudar este trecho do céu.

Mesmo que o asteroide fosse muito menor do que se pensava — apenas alguns metros de diâmetro, em vez de dezenas — o VLT seria capaz de detectá-lo como uma mancha de brilhante naquela área do céu. Essa detecção não ocorreu.

Reprodução

Isso é uma boa notícia, já que qualquer objeto menor do que o VLT possa detectar é pequeno demais para causar algum tipo de impacto ou dano, e queimaria na reentrada na atmosfera.

Então, pelo menos até 2022 — quando o asteróide de 13 metros 2009JF1 tem uma chance em 4.464 de atingir a Terra — podemos ficar tranquilos. 

Via: Science Alert

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