Balões de conectividade da Loon passam a fornecer internet no Quênia

Uma frota de 35 balões, içados a 20 km de altura, dará cobertura a regiões remotas do país e também à capital

Nina Gattis, editado por Fabiana Rolfini 07/07/2020 16h43
Loon
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A subsidiária Loon, da Alphabet, empresa-mãe do Google, usa balões para fornecer internet a áreas remotas e, nesta terça-feira (7), inaugurou seu primeiro serviço no Quênia. De acordo com Alastair Westgarth, CEO da Loon, o serviço 4G LTE será entregue aos assinantes da operadora Telkom Kenya por meio de uma frota de 35 balões, os quais darão cobertura a mais de 50 mil quilômetros quadrados no país, incluindo a capital Nairóbi.


A Loon, que começou como um projeto da X, divisão da Alphabet cujo objetivo é desenvolver tecnologias para mudar vidas, foi lançada como uma empresa própria em 2018, após fornecer conexão à internet para os habitantes de Porto Rico, que foram abalados pelo furacão Maria em 2017.

O Peru também recebeu os balões da Loon, mas em 2019, como parte de um projeto de implantação comercial em larga escala - algo parecido com o que está acontecendo com o Quênia neste momento.

No entanto, apesar do anúncio sobre o projeto queniano ter sido feito hoje (7), a Loon já estava testando seus balões no Quênia há alguns meses, tempo no qual a empresa afirmou ter conectado mais de 35 mil usuários à internet, "embora a maioria não tenha percebido", como explicou a subsidiária.

Ainda de acordo com a Loon, os balões, que pairam a uma altura de 20 quilômetros, atingiram, em junho, uma velocidade de downlink de 18,9 Mbps e uma velocidade de uplink de 4,74 Mbps, além de uma latência de 19 ms. Recursos como e-mail, chamadas de voz e vídeo, navegação na web, WhatsApp e visualização do YouTube também foram testados sob a internet da empresa.

Mais pessoas conectadas

A Loon afirma que o objetivo da implementação de seus balões não é substituir a conectividade via satélite ou via outras tecnologias terrestres, como torres de celular ou cabos de fibra óptica, mas sim oferecer uma "terceira camada" para ajudar a conectar mais pessoas à internet.

Em contrapartida, o jornal The New York Times relatou que a empresa foi criticada por lançar seus balões em regiões do país que já desenvolveram infraestrutura de internet, bem como por fornecer uma rede 4G, a qual requer smartphones mais atuais que, no geral, não cabem no orçamento dos habitantes das áreas mais pobres do Quênia.

Ainda assim, os planos da Loon para o futuro consistem em parcerias com a Telefônica, para levar internet a regiões remotas da Amazônia; com a AT&T, para instalar seus balões em áreas atingidas por desastres naturais; e com a Vodacom, para fornecer conectividade em Moçambique.

 

Via: The Verge

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