DNA

Cientistas desenvolvem aplicativo de namoro baseado no DNA

Luiz Nogueira, editado por Maria Lutfi 10/12/2019 13h55
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Ideia é garantir que pessoas com genes recessivos para algumas doenças não fiquem juntas para que seus filhos não venham ao mundo com alguma complicação

Os geneticistas de Harvard possuem uma lista com diversos objetivos a serem alcançados no campo da pesquisa genética. Dentre suas pretensões estão reverter o envelhecimento humano e até mesmo ressuscitar um mamute. Mas também há ideias em outros campos, como criar um aplicativo de namoro que mostre a probabilidade de não transmitir doenças.


A ideia dos pesquisadores é desenvolver um aplicativo com base no DNA, que mostra a possibilidade dos usuários transmitirem qualquer categoria de doença para seus filhos. Para entender como isso funciona, é preciso conhecer um pouco sobre alguns conceitos de herança genética. Mais precisamente, sobre genes dominantes e recessivos.

Como os nomes já dizem, os genes dominantes têm precedência sobre os recessivos – o que significa que se duas pessoas têm um bebê e uma delas possui um gene dominante para uma característica e a outra possui um gene recessivo, é provável que o gene dominante se manifeste no bebê.

Em um exemplo simplificado: o gene da cor dos olhos castanhos é dominante, enquanto o azul é recessivo; portanto, se uma pessoa de olhos castanhos e uma de olhos azuis tiver um filho, provavelmente ele terá olhos castanhos.

Algumas doenças e condições genéticas são causadas por genes recessivos. Uma pessoa comum carrega cerca de 20 genes recessivos, mas na maioria das vezes nem o conhece porque também herdou um gene dominante "saudável" de seus pais, o que acaba por limitar a ação desse gene.

Entretanto, se um portador de um gene recessivo causador de uma doença acaba tendo um bebê com alguém que carrega o mesmo gene, seus filhos têm 25% de chance de sofrer da doença – e essa é uma situação que o aplicativo de namoro quer evitar.

Em uma entrevista ao programa 60 minutes da CBS, George Church, geneticista que defende a criação do polêmico aplicativo, declarou que ele vai servir para "descobrir com que você é compatível". Entretanto, vale lembrar que ainda estamos longe de um mundo em que todas as pessoas tenham seu DNA sequenciado – esse processo pode levar décadas para ser concluído. Inclusive o mapeamento genético no Brasil é algo recente e sem grande escala por ora.

Ainda que a criação desse aplicativo possa parecer boa para alguns, ele apresenta uma ideia utópica um pouco longe da realidade. Afinal, algumas pessoas parecem não estar dispostas a deixar que seus dados genômicos determinem com quem eles devem iniciar uma família. Além do fato de que há a possibilidade de dois portadores de um gene recessivo para uma doença terem um filho saudável.

Via: Futurism

Ciência dna aplicativo genética
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