Inteligência

DNA pode determinar como somos (pouco) inteligentes

Luiz Nogueira, editado por Matheus Luque 27/11/2019 11h40
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De acordo com um estudo, pessoas com tipos específicos de genes tendem a ser menos inteligentes e se agrupam com pessoas semelhantes

O DNA, além de armazenar informações sobre características humanas, é capaz de ser usado em muitos outros feitos científicos, como a criação de outros seres vivos a partir de material genético e modificações que podem curar doenças. Entretanto, cientistas descobriram que ele pode mostrar o quão inteligente as pessoas podem ser e com quem elas tendem a se agrupar.


O fenômeno, chamado de agrupamento genético, existe há muito tempo. Isso se deve ao fato de que as pessoas são relativamente semelhantes geneticamente a outros indivíduos próximos. Agora, foi descoberto que essas pessoas podem estar agrupadas por certos tipos genéticos que definem sua capacidade intelectual.

Em um artigo publicado na revista Nature Human Behavior, cientistas mostram como, por exemplo, fenômenos de mobilidade podem ser vistos a nível genético. O ensaio descreve que, nos últimos dois séculos, as pessoas começaram a se mover mais. Indivíduos talentosos mudaram-se para grandes cidades e áreas promissoras para ficar com outros semelhantes.

Para mostrar isso, os cientistas usaram as chamadas pontuações poligênicas, que são previsões dos traços de uma pessoa – seja sua altura, personalidade, a chance de terminar a universidade ou se fumam. Todas essas informações são extraídas a partir do DNA. As pontuações não refletem a influência de um único gene, mas adicionam muitos efeitos a vários genes que estão diretamente ligados com certas características.

Por exemplo, as pontuações poligênicas ligadas à obtenção de escolaridade podem prever quantos anos de educação uma pessoa recebeu no total. Essas pontuações não são completamente precisas, mas possuem uma quantidade considerável de poder preditivo.

Entre 10% das pessoas com pontuações mais altas das amostras usadas no estudo, quase a metade possuía diploma universitário. Entre os 10% com pontuações mais baixas, menos de um quinto possuía um diploma.

Com isso, foi possível definir que aqueles com pontuações poligênicas mais altas para escolaridade tendem a morar perto de outras com pontuações semelhantes. Esse agrupamento não é o mesmo de nossos ancestrais, pois não tem ligação com falta de mobilidade, mas com a mobilidade em si – pessoas instruídas tendem a se deslocar para locais onde há mais opções de trabalho e um mercado mais competitivo.

Pessoas que nasceram em locais com pouca oportunidade, mas que mais tarde os deixaram, têm uma pontuação poligênica mais alta em termos de escolaridade do que o restante das pessoas que ficaram ou se mudaram para essas áreas.

Todos os dados coletados sugerem que o nível educacional é o verdadeiro condutor para certas decisões. Quanto mais genes desse tipo, mais fortes podem ser as diferenças regionais e mais alto o nível de pontuação poligênica.

Via: The Next Web

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