Células Sanguíneas

Cientistas usam imãs para remover doenças do sangue

Luiz Nogueira, editado por Liliane Nakagawa 12/11/2019 14h30
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A tecnologia se liga magneticamente às células doentes e, usando um imã, faz com que seja possível extraí-las do corpo do paciente

Para combater doenças do sangue, um engenheiro britânico desenvolveu um método para filtrar células indesejadas do sangue usando imãs.


Graças à pesquisa existente, o cientista bioquímico George Frodsham sabia que era possível forçar nanopartículas magnéticas a se ligarem a células específicas do corpo. Mas enquanto outros pesquisadores fizeram o procedimento para fazer as células infectadas aparecerem em exames de imagem, ele se perguntou se a mesma técnica poderia permitir que que os médicos removessem células indesejadas do sangue.

Para testar sua ideia, Frodsham criou o MediSieve, uma tecnologia de tratamento que funciona de maneira semelhante à diálise, removendo o sangue de um paciente e infundindo-o com nanopartículas magnéticas projetadas para se ligarem a uma doença específica.

Ele, então, usa imãs para extrair e prender as células antes de bombear o sangue filtrado de volta para o paciente.

A ideia é fazer com que os médicos possam passar o sangue de uma pessoa através da máquina várias vezes até que seus níveis da doença estejam baixos o suficiente para serem eliminados por drogas ou mesmo pelo sistema imunológico do paciente.

Atualmente, a equipe de Frodsham aguarda aprovação da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido para testar o sistema em pacientes infectados pelo parasita da malária – que é naturalmente magnético graças ao consumo de seu próprio resíduo à base de ferro.

Caso a aprovação ocorra, a ideia da equipe é começar os testes em humanos em 2020. Se tudo correr bem, um segundo teste submeterá o MediSieve em bactérias causadoras de sepse, que pode ocorrer em 2021. 

"Em teoria, você pode ir atrás de quase tudo", disse Froadsham ao The Telegraph. "Venenos, patógenos, vírus, bactérias, qualquer coisa a que possamos nos ligar magneticamente pode ser removida. Portanto, é uma ferramenta potencialmente poderosa", completa.

Via: Futurism

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