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De 2GB a 30GB: essa é a estimativa de uso médio de dados com a chegada do 5G

Roseli Andrion, editado por Daniel Junqueira 30/04/2019 08h00
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A implantação da tecnologia está cada vez mais próxima e os testes em todo o mundo indicam que o consumo de dados deve subir de forma significativa

Muito já se fala de 5G. A quinta geração de tecnologia móvel é aguardada com ansiedade e promete revolucionar a internet que conhecemos hoje. Seus diferenciais vão muito além da velocidade (que é impressionante e supera o 1Gbps): ela tem menor latência (seu tempo de resposta deve ser de 2 ou 3 milissegundos) e vai permitir conectar milhares de dispositivos por quilômetro quadrado. Isso é uma excelente notícia, principalmente, para a internet das coisas e para as dificuldades atuais de cobertura.


Muitas fabricantes de celulares já apresentaram modelos compatíveis com 5G (especialmente durante o Mobile World Congress, em fevereiro) e eles devem estar disponíveis nas prateleiras ainda neste ano. A infraestrutura, por sua vez, deve ter prioridade no ano que vem. No Brasil, o leilão das faixas de frequência em que o 5G será operado ocorre em março — depois disso, a depender de como as operadoras tiverem se preparado, a oferta ao consumidor pode ser questão de poucos meses.

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Naturalmente, a tecnologia estará disponível primeiramente nas grandes cidades, mas deve chegar às localidades menores e ao meio rural em seguida. Espera-se que, em 2023, já haja uma adoção massiva do 5G. E aí, estima-se, o consumo de dados deve ter um aumento grandioso: da média atual de 2GB por mês deve-se passar a 30GB. Isso é uma mudança bastante expressiva — especialmente quando se pensa nos pacotes mais comuns atualmente —, que vai requerer adaptação de todos os envolvidos.

Pequenas células em vez de grandes antenas

Toda a infraestrutura móvel já existente deve utilizada com o 5G. Isso porque devem ser instaladas milhares de pequenas células junto das antenas atuais — para obter todo o rendimento oferecido pela tecnologia. Essas células não emitem ondas para que os dispositivos as captem, como acontece atualmente. No 5G, as ondas se dirigem diretamente a cada terminal, como um raio laser. Ainda há dúvidas sobre seu alcance: alguns estudos demonstraram que chega a 1Km, mas há recomendações de que seja usada a, no máximo, 200m dos dispositivos.

Em termos de aparelhos, a mais adiantada da fila parece ser a Huawei: seu primeiro smartphone 5G é o Mate 20X. A Samsung deve acrescentar à família Galaxy S10 uma opção compatível com a tecnologia no segundo semestre de 2019. E rumores indicam que a Apple, depois de fazer um acordo com a Qualcomm, prepara para 2020 um iPhone para a tecnologia.

O grande diferencial do 5G, entretanto, é a variedade de conceitos que deve se beneficiar dele. Ao lado da internet das coisas, as realidades virtual e aumentada, o big data, a nanotecnologia e a inteligência artificial são algumas delas. A possibilidade de conectar telefones, carros e lavadoras, entre outros, vai realmente transformar o mundo em online.

Ainda não se sabe qual vai ser a aplicação que, de fato, vai demonstrar todo o potencial do 5G. Afinal, já nos encantamos, no passado, com as mensagens SMS (o bisavô do WhatsApp) e com as vídeochamadas (que ainda estão por aí, mas muito mais acessíveis e simplificadas — não é preciso ter equipamentos específicos, basta usar o celular). Carros autônomos, drones de emergência, cirurgias remotas, as oportunidades trazidas pelos jogos ou a melhoria da produtividade industrial estão entre as possibilidades.

Mais adiantados: EUA e Coreia do Sul

Enquanto o resto do mundo ainda reordena frequências e faz testes, os EUA e a Coreia do Sul já têm redes implantadas e, pode-se até dizer, em funcionamento. Na Europa, a Alemanha é a única que está um passo adiante, mas o Reino Unido já aprovou o uso do equipamento da Huawei para sua infraestrutura.

Enquanto isso, no Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atua em parceria com as operadoras e as fornecedoras de infraestrutura para testar e validar as opções. Já foi definido, por exemplo, que apenas a Oi pode comprar o espectro de 700MHz disponível no leilão de 2020 — Claro, Vivo e TIM já que têm mais de 35% do espectro que vai até 1GHz. Enquanto o 5G não chega por aqui, vamos acompanhar as possibilidades oferecidas por ele e já pensar em formas criativas de usá-lo.

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