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FBI derruba quadrilha que falsificava iPhones e iPads para a China

Henrique Freitas, editado por Liliane Nakagawa 14/11/2019 20h35
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Aparelhos recebiam código IMEI e número de série correspondentes aos de produtos reais com garantia; a venda era realizada normalmente

O FBI quebrou, nesta semana, um esquema de fasificação de iPhones e iPads que custou à Apple mais de US$ 6,1 milhões. A fraude envolveu a importação de mais de 10 mil iPhones e iPads falsificados da China, revelou o advogado dos Estados Unidos Robert Brewer, em comunicado à imprensa. Os dispositivos eram intencionalmente danificados e trocados nas lojas da Apple por produtos autênticos, depois enviados para a China e outros países e, então, comercializados.


Os iPhones e iPads genuínos da Apple têm um número IMEI (uma identidade única internacional) e números de série exclusivos para cada dispositivo. Como parte do esquema, os aparelhos falsificados foram equipados com IMEI e números de série que correspondiam aos de produtos reais com garantia da Apple nos EUA ou no Canadá, de acordo com o comunicado.

"A fabricação de produtos falsificados – e seu uso para defraudar as empresas norte-americanas – tem a intenção de minar o mercado e prejudicar pessoas inocentes cujas identidades foram roubadas na promoção dessas atividades", afirmou Brewer. Segundo a acusação, trata-se de um crime de roubo de identidade agravado, porque o autor "conscientemente e sem autoridade legal, transferiu, possuiu e usou um meio de identificação de outra pessoa".

A investigação do FBI se estendeu por anos e várias jurisdições. O esquema supostamente envolvia 14 pessoas, que enfrentam dezenas de acusações de fraude, conspiração, roubo de identidade e lavagem de dinheiro. O FBI já prendeu 11 indivíduos.

A prisão ocorreu no início da quarta-feira (13) em San Diego, Califórnia, onde policiais apreenderam cerca de US$ 250 mil em dinheiro e 90 iPhones potencialmente falsificados. De acordo com a Procuradoria, três irmãos naturalizados norte-americanos, nascidos na China, são os supostos líderes da gangue; eles foram presos durante a ação policial. Os outros envolvidos também seriam cidadãos dos EUA, naturalizados da China, Vietnã e Rússia.

Fonte: CNN

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