Monitoramento FBI

FBI planeja monitorar redes sociais em tempo real

Bruna Lima, editado por Liliane Nakagawa 09/08/2019 14h30
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Objetivo é antecipar ataques terroristas e ações de organizações criminosas usando o rastreamento de mensagens

O FBI, serviço interno de inteligência e segurança dos Estados Unidos, está solicitando empresas de tecnologia a construir uma ferramenta que possa monitorar as mídias sociais em busca de ameaça terrorista. A agência publicou uma solicitação de propostas em 8 de julho alegando que quer uma "ferramenta de alerta antecipado para mídia social", que ajudará a monitorar o uso das plataformas por terroristas, organizações criminosas e agências estrangeiras.


"Com o aumento do uso de plataformas de mídia social por assuntos de investigações atuais do FBI e indivíduos que representam uma ameaça aos Estados Unidos, é fundamental obter um serviço que permita ao FBI identificar informações relevantes do Twitter, Facebook, Instagram e outras plataformas de mídia social em tempo hábil", diz o pedido. 

Ainda, a solicitação adiciona, que consequentemente, a agência de segurança necessita do acesso quase que em tempo real ao pedido de intercâmbio de uma variedade completa de mídias sociais para obter informações mais atuais disponíveis em prol das missões policiais e de inteligência. 

A solicitação foi relatada pela primeira vez pela Defense One. Os documentos divulgados pelo FBI mostram que a agência planeja ter uma ferramenta que pode ser acessada de todas as sedes do órgão, dos seus escritórios de campo e ou por meio de dispositivos móveis dos agentes.

A ferramenta permitiria que o FBI acessasse endereços de e-mail, números de telefone, endereços IP, IDs de usuários e contas associadas das pessoas. Além disso, seria possível criar filtros e alertas personalizados, para que eles pudessem receber notificações quando a atividade "relevante para a missão" acontecesse nas mídias sociais.

Durante um recente discurso na Conferência Internacional sobre Segurança Cibernética, o procurador-geral William Barr disse às empresas de tecnologia que elas devem permitir que as autoridades tenham acesso a mensagens criptografadas de criminosos e suspeitos de crimes. Mais tarde, na mesma conferência, o diretor do FBI, Christopher Wray, disse que concordou fortemente com Barr sobre este assunto.

A solicitação da ferramenta de mídia social do FBI afirma que o serviço deve garantir que "todos os requisitos de privacidade e de liberdade civil sejam cumpridos", mas não há dúvida de que esse esforço deve corroer ainda mais a privacidade e colocará alguém com uma conta de mídia social sob maior risco de violações de dados.  

Via: Gizmodo

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