Google afirma que nova lei australiana pode torná-lo pago no país

Empresa divulgou carta aberta alertando usuários sobre risco à gratuidade de seus serviços; proposta da Austrália prevê que a empresa pague para veicular notícias

Davi Medeiros, editado por Fabiana Rolfini 17/08/2020 12h31
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Em abril, a Austrália propôs a implementação de medidas que obrigariam empresas como Google e Facebook a pagarem pela veiculação de notícias no país. Nesta segunda-feira (17), o Google divulgou uma carta aberta alertando aos usuários sobre as "consequências negativas" das novas regras. 


O governo australiano, por meio da Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC), sugeriu a criação de um código de conduta que regulamentasse a exibição de notícias em ferramentas de busca.

No entendimento das autoridades, o Google deveria pagar uma quantia às empresas de mídia australianas sempre que exibisse suas notícias nos resultados de pesquisas. Uma vez implementado o código, a divulgação não autorizada desse tipo de material implicaria em multa. 

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Josh Frydenberg, secretário do Tesouro australiano. Imagem: Reprodução

 

De acordo com Josh Frydenberg, secretário do Tesouro da Austrália, a destinação de recursos às empresas de mídia ajudaria a "nivelar o campo", já que, segundo ele, a pandemia de Covid-19 levou problemas financeiros ao setor de mídia. 

"É justo que aqueles que geram conteúdo sejam pagos por isso", disse ele.

Já o ministro das Comunicações, Paul Fletcher, justificou a medida ao afirmar que "a Austrália precisa de um ecossistema de mídia de notícias forte e sustentável".

Resposta do Google

No blog oficial do Google na Austrália, a empresa afirmou que a proposta de lei coloca em risco a gratuidade de seus serviços. 

"Você sempre confiou no Google e no YouTube para mostrar o que é mais relevante e útil para você, mas não podemos garantir que isso continue sob esta lei", disse Mel Silva, diretor-executivo da empresa no país.

Segundo ele, o código prevê que as grandes empresas de notícias obtenham vantagens sobre qualquer outra pessoa que tenha um site, canal no YouTube ou um pequeno negócio. Isso porque os conglomerados de mídia exigiriam receita extra além do que já é pago com anúncios do YouTube, deixando uma parcela menor para criadores individuais.

“Nós já pagamos a eles milhões de dólares e enviamos bilhões de cliques grátis todos os anos”, escreveu Silva. Ele explica que, com a lei, as empresas seriam incentivadas a fazer demandas irracionais, impraticáveis sob o ponto de vista financeiro. 

"Essa lei não afetaria apenas a maneira como o Google e o YouTube trabalham com empresas de mídia de notícias, mas a todos os nossos usuários australianos", completa. 

Em resposta, a ACCC afirmou que a carta do Google contém "desinformação", e que a empresa não precisará cobrar dos australianos pelo uso de seus serviços, a menos que escolha fazê-lo. 

Via: Engadget


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