reconhecimento facial

Google limita venda de ferramentas de reconhecimento facial por questões éticas

Rene Ribeiro 17/12/2018 07h30
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Em uma postagem no blog oficial da empresa, promovendo a iniciativa " AI for social good " (ou "Inteligência artificial para o bem social", em uma tradução livre), o vice-presidente sênior de negócios globais do Google, Kent Walker, afirmou que a companhia limitará a venda de recursos de reconhecimento facial por uma série de questões éticas. Ele descreveu várias maneiras de usar as ferramentas de inteligência artificial da empresa para resolver problemas e, ao mesmo tempo, como estão se esforçando para impedir que elas criem problemas.


"Ao contrário de outras empresas, o Google Cloud optou por não oferecer APIs de reconhecimento facial para uso geral, antes de resolver importantes questões de tecnologia e políticas", escreveu Walker.

"Como muitas tecnologias com múltiplos usos, o reconhecimento facial merece uma consideração cuidadosa para garantir que seu uso esteja alinhado com nossos princípios e valores, evitando abusos e resultados prejudiciais", explicou. "Continuamos a trabalhar com muitas organizações para identificar e enfrentar esses desafios".

O compromisso vem em meio à crescente preocupação com o uso do reconhecimento facial. O presidente da Microsoft, Brad Smith, recentemente pediu aos governos de todo o mundo que começassem imediatamente a trabalhar na adoção de leis para regulamentar a tecnologia, já que ela ainda é suscetível a erros.

Dentro do setor de cloud computing, tanto o Microsoft Azure, quanto o Amazon Web Services estão sendo criticados pelo manuseio de ferramentas de reconhecimento facial. No início deste ano, a criadora do Windows foi criticada por seu trabalho com o Departamento de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).  A empresa disse que não forneceu ferramentas de reconhecimento facial para a ICE, apesar de um post no blog da Microsoft ter mencionado a possibilidade. Enquanto isso, advogados que defendem a causa de privacidade, pediram que a Amazon pare de vender seus serviços de reconhecimento facial aos departamentos de polícia.

Walker escreveu na última quinta-feira (13/12) que "o Google há tempos está comprometido com o desenvolvimento responsável da IA". No entanto, a gigante da internet também enfrentou controvérsia sobre suas ferramentas de inteligência artificial. No início deste ano, por exemplo, a empresa teve que responder tanto aos críticos internos quanto externos sobre seu trabalho de fornecer tecnologia de drones ao Pentágono.

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