Correios

Governo anuncia privatização dos Correios

Luiz Nogueira, editado por Roseli Andrion 21/08/2019 11h12
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Segundo o Ministro Paulo Guedes, anúncio será feito nesta quarta-feira (21); presidente Jair Bolsonaro afirmou que a privatização vai acontecer ainda este ano

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), conhecida popularmente como Correios, será privatizada até o fim do ano. Segundo o Ministro da Economia (ME), Paulo Guedes, a empresa é uma das 17 estatais que serão repassadas para a iniciativa privada ainda em 2019.


Ainda segundo o ministro, o anúncio oficial será feito nesta quarta feira (21). Para que a privatização ocorra, ainda é necessário o aval do Congresso. Entre as justificativas apresentadas para que a estatal seja privatizada estão corrupção, a ineficiência, as greves constantes e a perda de mercado para empresas privadas de entrega.

Além disso, durante os estudos de viabilização da privatização, o ME apontou dificuldades no fundo de pensão dos funcionários e no Postal Saúde, plano de assistência médica que atende os trabalhadores. Juntos, os valores chegam a R$ 15 bilhões.

O presidente Jair Bolsonaro foi questionado sobre as privatizações e informou que as empresas vão entrar no Programa de Parceria de Investimentos (PPI) antes do início do processo de privatização. Ele comentou, ainda, que o processo dos Correios se encerra ainda neste ano, mas que deve ser demorado justamente pela necessidade do aval do Congresso.

Outras privatizações

Além dos Correios, outras 17 empresas serão privatizadas, de acordo com o ministro. Entre elas estão a Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras), a Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras), o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).

Confira a lista completa abaixo:

  • Empresa Gestora de Ativos (Emgea);
  • Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF);
  • Serpro;
  • Dataprev;
  • Casa da Moeda;
  • Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp);
  • Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas);
  • Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU);
  • Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb);
  • Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa);
  • Empresa Brasil de Comunicação (EBC);
  • Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec);
  • Telebras;
  • Correios;
  • Eletrobras;
  • Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex);
  • Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Resistência

A privatização dos Correios é um dos objetivos do governo federal já há algum tempo. De acordo com Paulo Guedes, em abril já estava definido que a estatal faria parte do grupo de empresas vendidas para a iniciativa privada.

A privatização sofre resistência interna: o ex-presidente da estatal, general Juarez Aparecido Cunha, defendeu que o consumidor pode ser prejudicado com a medida. Segudo ele, a população vai arcar com os custos da operação, enquanto a parte lucrativa ficará nas mãos da iniciativa privada.

Após a declaração, Cunha foi substituído por Floriano Peixoto Neto. Em junho, o novo executivo ainda não parecia convencido do processo de privatização.

Via: G1

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