Governo de São Paulo quer atuar em regulação de tecnologia

Diferentes equipes estiveram em outros países para conhecer formas de tornar o Estado um ambiente propício para a transformação digital

Roseli Andrion 12/12/2019 17h47
São Paulo
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A missão que levou uma equipe do Governo de São Paulo à Estônia foi em busca de ideias para governança digital. A pequena república báltica é, hoje, o país mais digitalizado do mundo. O Olhar Digital esteve lá e mostrou como funcionam diferentes aspectos da vida no país.


O grupo foi coordenado por Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico. “São Paulo tem uma responsabilidade muito grande: liderar a próxima etapa da transformação digital”, reforça. “A missão à Estônia foi muito importante em um aspecto específico: conhecer mais sobre governança em relação à implementação de novas tecnologias.”

Ela explica que a Estônia atrai muitas startups por oferecer um ambiente favorável a elas. “Eles têm regulamentações para novas tecnologias – como inteligência artificial, criptomoedas e blockchain –, algo que não existe atualmente no Brasil. Sem normas específicas, isso nos impede de usar alguns desses conceitos.”

Patrícia lembra que a adoção da transformação digital pode trazer muitos ganhos para o Estado e, consequentemente, para o país. “Um exemplo é a internet das coisas, cujo uso pode fazer o país economizar entre R$ 300 bilhões e R$ 800 bilhões anualmente – São Paulo captura entre 50% e 90% desse valor.”

Segundo ela, por isso é importante implantar essas tecnologias rapidamente. “A economia vem, por exemplo, em forma de redução de custos e melhoria de qualidade de vida da população”, conta Patrícia. “As principais áreas favorecidas são saúde, agricultura e cidades inteligentes.”

Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (Citi)

Segundo o governador João Dória, a primeira etapa do Centro Internacional de Tecnologia e Inovação (Citi) entra em funcionamento em março de 2020. O Citi será instalado na região do Butantã, próximo ao câmpus da Universidade de São Paulo (USP) na capital paulista.

No local haverá, entre outros, uma unidade da Singularity University, que começa a operar em junho de 2020. “São Paulo já é o Estado mais tecnológico do Brasil e continuará sendo”, diz. “Nosso investimento em inovação, tecnologia e ciência não sofreu cortes. Ao contrário, conseguimos até aumentar os recursos disponíveis com a ajuda do setor privado.”

Na mesma região, foi instalado o Centro para a 4ª Revolução Industrial. Trata-se de uma parceria com o governo federal e com o Fórum Econômico Mundial. “Ele entra em operação oficialmente no fim de abril de 2020. Seu grande objetivo é pautar a regulação técnica para a implementação de novas tecnologias nos âmbitos estadual e federal”, afirma Patrícia.

Visita à Califórnia

Também houve uma missão para a Califórnia. Lá, o grupo visitou o Vale do Silício e se reuniu com diferentes empresas para estabelecer programas de cooperação tecnológica. Uma dessas companhias é o Google, com o qual o Governo de São Paulo acaba de firmar uma parceria para o uso do Plus Codes.

O serviço vai permitir que moradores de áreas rurais tenham um endereço. Assim, os residentes dessas localidades poderão ter acesso a serviços públicos mais facilmente – bem como a outros elementos do mundo contemporâneo, como as prosaicas compras online.

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