Foto: uberbra

Jovem grava assédio dentro de Uber; motorista é banido da plataforma

Luiz Nogueira, editado por Cesar Schaeffer 19/02/2020 17h00
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Adolescente de 17 anos sofreu o assédio enquanto viajava de Uber para encontrar uma amiga

No Rio Grande do Sul, mais precisamente em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, uma adolescente de 17 anos foi assediada pelo motorista do Uber que a conduzia para a casa de uma amiga no último domingo (16).


Ao perceber a abordagem, a jovem resolveu gravar a conversa. O celular, que estava todo o tempo virado para seu rosto, registra o áudio do momento em que o homem começa a assediá-la.

O condutor diz que poderia namorar a jovem. Ao receber a resposta da moça de que era menor, ele insiste dizendo que "isso não seria um problema". E continua: "Problema seria se 'tu' tivesse 13 anos. E eu acho que 'tu' não tem 13 anos. De 14 para cima, 'tu' já é responsável".

A conversa se desenrola com o homem dizendo que namoraria a jovem se ela não tivesse namorado. Ela então dispara que ele tem idade para ser seu pai. Ele insiste e diz que "faria coisas que teu pai não faria".

Para tentar colocar um fim a conversa, a adolescente é direta: "Eu não tenho interesse, obrigada". Como última fala registrada, o condutor tenta contornar a situação: "Estou só brincando, eu não estou dizendo que você deveria ter interesse".

Ao chegar ao destino, a jovem denunciou o perfil do motorista diretamente para o aplicativo e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Viamão. O motorista foi banido da plataforma. Veja o ocorrido.

A responsável pela apuração do caso, delegada Marina Dillenburg, informa que procura por mulheres que também tenham alguma denúncia contra o homem. Esse procedimento está sendo feito para verificar a possibilidade de reincidência da ação.

De acordo com ela, a polícia possui outras provas que ligam o suspeito a alguns casos semelhantes, mas que não há nenhuma queixa formal. Ela reitera a importância da denúncia em casos de assédio.

O Olhar Digital entrou em contato com a assessoria da Uber no Brasil. A companhia informa que "considera inaceitável e repudia qualquer ato de violência contra mulheres. A empresa acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza às autoridades competentes".

E completa: "A empresa defende que as mulheres têm o direito de ir e vir da maneira que quiserem e têm o direito de fazer isso em um ambiente seguro. Todas as viagens com a plataforma são registradas por GPS. Isso permite que, em caso de incidentes, nossa equipe especializada possa dar o suporte necessário, sabendo quem foi o motorista parceiro e o usuário, seus históricos e qual o trajeto realizado".

Para coibir esse tipo de ação, a Uber destaca o compromisso com a segurança dos passageiros ao realizar verificações periódicas dos antecedentes criminais de seus colaboradores. A partir de documentos fornecidos pelo próprio motorista, as análises são feitas a cada 12 meses.

Via: Uol

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