Mesmo com boicote, Facebook registra crescimento no segundo trimestre

Empresa ganhou US$ 18,3 bilhões com anúncios nos últimos três meses; número de usuários ativos mensais cresceu 12% em junho, chegando a 2,7 bilhões

Davi Medeiros, editado por Fabiana Rolfini 31/07/2020 09h16
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O Facebook divulgou os resultados financeiros do segundo trimestre de 2020. A companhia de Mark Zuckerberg registrou receita de US$ 18,3 bilhões (R$ 94,4 bilhões) proveniente de anúncios, um aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2019. A rede social também observou crescimento de 12% no número de usuários ativos mensalmente, chegando a 2,7 bilhões em 30 de junho. 


Os resultados confirmam o que já se esperava: até o momento, o boicote promovido por anunciantes ao Facebook não fez muita diferença.

Recentemente, a campanha "Stop Hate for Profit" (algo como "pare de lucrar com o ódio") incentivou grandes empresas a pararem de anunciar na plataforma até que ela banisse definitivamente as publicações contendo discurso de ódio. Gigantes como Unilever, Honda e Coca-Cola aderiram.

A Honda anunciou no Twitter que suspenderia a publicidade no Facebook e Instagram durante o mês de julho. "Em alinhamento aos valores da nossa empresa, que se baseiam no respeito humano, optamos por apoiar as pessoas unidas contra o ódio e o racismo", afirmou a empresa.

A Coca-Cola não citou diretamente o Facebook, mas adotou medida semelhante. “Não há espaço para o racismo no mundo e não há espaço para o racismo nas redes sociais", declarou em junho o CEO James Quincey. “Vamos pausar os anúncios pagos em todas as plataformas de mídia por no mínimo 30 dias, e reavaliar nossas políticas de publicidade para determinar se são necessárias revisões".

Em videoconferência com analistas, Mark Zuckerberg afirmou que a desinformação e o ódio são apenas uma pequena parte do Facebook, e que a empresa não lucra com isso. De acordo com o Engadget, boa parte da receita da plataforma vem de milhares de pequenos negócios que teriam prejuízo se parassem de anunciar.

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Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook. Imagem: Anthony Quintano/Wikimedia Commons

Se o boicote realmente representar algum impacto às contas do Facebook, isso deve ser refletido nos resultados do próximo trimestre. A plataforma, no entanto, afirmou esperar que o desempenho para o restante do ano seja semelhante ao registrado nos últimos três meses. 

"Estamos felizes em poder fornecer às pequenas empresas as ferramentas necessárias para que elas cresçam e tenham sucesso online durante esses tempos difíceis ", afirma Mark Zuckerberg no relatório. "E nos orgulhamos pelo fato de que as pessoas podem confiar em nossos serviços para permanecerem conectadas quando não podem estar juntas pessoalmente".

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