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Netflix perde 130 mil usuários e ações da empresa caem 11%

Bruna Lima, editado por Cesar Schaeffer 18/07/2019 10h07
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O serviço de streaming agora precisa lidar com novos concorrentes e com a saída de seus programas líderes de audiência

Pela primeira vez em quase uma década, o número de assinantes da Netflix nos Estados Unidos diminuiu. O desempenho é abaixo do esperado para a gigante de streaming, que vê uma enorme quantidade de rivais entrando em campo. A empresa disse que tinha 130 mil assinantes domésticos a menos no final do segundo trimestre, em comparação com os primeiros três meses do ano. O resultado foi uma queda de mais de 11% em suas ações na quarta-feira (17/07).


Globalmente, a Netflix ganhou 2,7 milhões de assinantes no trimestre; ainda assim, muito menos que os 5 milhões previstos e abaixo dos 5,5 milhões adicionados no segundo trimestre de 2018. A desaceleração vem ao mesmo tempo que novos serviços de streaming da Walt Disney, Apple, AT&T, WarnerMedia e Comcast Corp. chegam ao mercado. E o movimento não deve parar. Outros players como a NBCUniversal e HBO Max já se prepararam para entrar em ação já nos próximos meses também.

A última vez que a Netflix enfrentou quedas trimestrais dos assinantes foi em 2011, após o lançamento de um novo modelo de preço que foi rejeitado pelos assinantes e rapidamente descartado. Atualmente a empresa continua sendo a plataforma de streaming dominante nos EUA e no exterior, com 60,1 milhões de assinantes locais e 91,5 milhões em todo o mundo. Mas, segundo analistas consultados pela FactSet, o total global de 151,6 milhões ficou abaixo da previsão da companhia de 153,9 milhões.

O executivo-chefe da Netflix, Reed Hastings, disse que sua posição era "excelente" em relação aos novos concorrentes e prometeu conteúdo e serviços mais fortes. O diretor de conteúdo Ted Sarandos acrescentou: "Estamos atingindo novos recordes de penetração e alcance de público".

Uma alternativa dada pelos analistas, para que a empresa mantenha seus lucros, é a adoção de uma versão com suporte de publicidade, mas ela novamente descartou essa ideia. No entanto, embora a Netflix não queira comerciais tradicionais em seus shows, ela está promovendo as parcerias de marketing que formou em alguns de seus shows. A terceira temporada de “Stranger Things” inclui a Coca-Cola, Nike, Burger King e outras. 

Fonte: WSJ

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