Cometa interestelar Borisov

Poeira e gás de cometa interestelar são similares ao do nosso sistema

Sofia Aureli, editado por Matheus Luque 04/10/2019 10h51
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Descoberto em agosto, o cometa 21/Borisov está na mira de astrônomos em todo mundo, que trabalham com a hipótese de que seu sistema solar de origem seja semelhante ao nosso

Cerca de um mês depois da descoberta do cometa 21/Borisov, detectado em agosto, astrônomos de todo o mundo começaram a estudar o corpo celeste e já obtiveram observações fascinantes sobre ele. O cometa chamou atenção dos cientistas quando foi levantada a hipótese de que sua origem vinha de outro sistema solar, caracterizando-o como o segundo objeto interestrelar conhecido por entrar em 'nossa casa'.


Porém, nosso visitante não parece ser muito diferente dos nossos corpos celestes, uma vez que nossas casas aparentemente apresentam características semelhantes. Uma das evidências é de que a poeira emitida pelo cometa tem composição semelhante com os do nosso sistema solar, segundo estudo feito pelo Instituto de Astrofísica das Ilhas Canárias, publicado na revista Research Notes of the AAS.

Além disso, cientistas também analisaram que o gás ao redor do objeto interestrelar também é similar aos nossos cometas. “Quando olhamos para a quantidade de gás que vemos, em comparação com a quantidade de partículas de poeira que o cometa também está ejetando, parece muito similar”, disse o pesquisador Alan Fitzsimmons à revista Scientific American. A conclusão foi feita pelo estudo conduzido pela Universidade Queen’s Belfast e publicado no arXiv, um servidor de pré-impressão para artigos científicos.

Por enquanto, os pesquisadores ainda não podem dizer com certeza se a casa de 21/Borisov é como a nossa. “Se é como as coisas que temos em nosso sistema solar, os processos que vemos acontecer são mais comuns do que imaginávamos”, disse a pesquisadora Michele Bannister à Scientific American. “Se é realmente diferente, então isso nos diz que essa química ocorre de maneira bem diferente do que vemos na diversidade de sistemas exoplanetários”, concluiu.

 

Via: Futurism

Pesquisa Astronomia Sistema Solar cientistas
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