Presidente dos Correios: privatização 'já está em andamento'

Floriano Peixoto afirmou que já há empresas interessadas e disse que primeira parte de estudo sobre a viabilidade financeiras da companhia estará pronta em novembro

Victor Pinheiro, editado por Wharrysson Lacerda 18/09/2020 20h25
Presidente dos Correios, Floriano Peixoto
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O presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmou nesta sexta-feira (18) que a privatização da estatal "já está em andamento". Em entrevista à coluna da jornalista Carla Araújo, no UOL, o militar confirmou informações de que há pelo menos cinco empresas interessadas em adquirir a companhia nacional.


Na quarta-feira (16), o ministro das comunicações Fábio Faria apontou que a Magazine Luiza, Amazon, FedEx e DHL consideravam comprar os Correios. Nenhuma das companhias, no entanto, comentou a declaração do executivo. Existem ainda especulações sobre supostos interesses da Alibaba - grupo que controla o AliExpress - e do Mercado Livre.

Segundo Peixoto, uma consultoria contratada pela estatal entregará a primeira parte de estudos da viabilidade financeira da empresa até novembro deste ano. O executivo explica que a iniciativa faz parte dos planos de enviar um projeto de lei para apreciação do Congresso Federal.

"A partir desse ponto, os parlamentares terão a sua disposição embasamento técnico para discutir os rumos do serviço postal", disse o presidente da companhia.

Para ele, a capilaridade dos Correios em todo o território nacional representa um dos maiores ativos da empresa. O militar ainda destacou ao UOL que a longa experiência acumulada da estatal no setor é um diferencial que posiciona a companhia como o principal operador logístico do país e parceiro do comércio eletrônico nacional.

Greve

Peixoto também comentou sobre a greve nacional dos funcionários dos Correios, que perdura desde 17 de agosto. O movimento contesta uma proposta da companhia que envolve o corte de benefícios trabalhistas de funcionários. Além disso, os grevistas se opõem à privatização da estatal e denunciam supostas negligências com a proteção à saúde dos trabalhadores da empresa diante da pandemia do novo coronavírus.

No final do mês passado, os Correios protocolaram um processo de Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST). O julgamento da matéria está marcado para segunda-feira (21). Floriano Peixoto afirma que a empresa espera resolver a situação e que a paralisação dos funcionários trouxe prejuízos econômicos e à imagem da estatal.

A previsão da própria companhia é que o plano de revisão de benefícios dos funcionários resulte em uma economia de R$ 800 milhões por ano. Ao UOL, o militar disse que, embora a empresa tenha registrado lucro nos últimos anos, ainda há um passivo de R$ 2,4 bilhões a ser saldado. Segundo ele, é inviável para os Correios manter patamares "elevados" de despesas com pessoal.

Via: Uol

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