Instagram e WhatsApp são as novas redes sociais preferidas da desinformação, segundo relatório

Relatório diz quais as redes sociais preferidas das fake news em 2020

Fabrício Filho, editado por Rafael Rigues 12/09/2019 16h32
Compartilhe com seus seguidores
A A A

Relatório da NYU diz que Instagram e WhatsApp serão as plataformas mais usadas para desinformar a população às vésperas das eleições de 2020, nos Estados Unidos

O Facebook e o Twitter tiveram muito a responder após escândalos de fake news em 2016. As ferramentas foram usadas para disseminar informações falsas a respeito dos dois candidatos à Presidência dos Estados Unidos na época, Hilary Clinton e Donald Trump. A prática não ocorreu somente no país norte-americano. As redes sociais também foram palco de fake news no Reino Unido, com o Brexit, e no Brasil, nas eleições do ano passado. 


Segundo um relatório do Centro de Negócios e Direitos Humanos da Universidade de Nova York, Instagram e WhatsApp podem ser as novas ferramentas mais utilizadas para alastrar informações imprecisas sobre os candidatos de 2020. 

Apesar dos recentes escândalos envolvendo o Facebook nesta questão, um relatório do ano passado do Comitê de Inteligência do Senado revelou que a rede social favorita da desinformação era, na verdade, o Instagram. "O Instagram não tinha o mesmo conjunto de regras ou capacidades para identificar informações falsas que seu irmão mais velho, o Facebook", disse Paul Barrett, professor de Direito da NYU. 

Com o intuito de frear a rapidez com que essas informações são divulgadas, o Instagram e o WhatsApp adotaram novas medidas. Em agosto, o Instagram integrou uma ferramenta que identifica informações falsas, a fim de proteger seus usuários. O WhatsApp seguiu a mesma e limitou o encaminhamento de mensagens para grupos de bate-papo. Antes, era possível encaminhar mensagens para até 256 grupos de uma vez, já hoje, o número não passa de cinco. 

Para Barrett, tais medidas não são suficientes. O professor acredita que o Instagram deveria adotar ferramentas de proteção semelhantes às do Facebook, que consiste em 54 parceiros de verificação de fatos em 24 idiomas. Com relação ao WhatsApp, Barrett diz que a plataforma deve tratar com ainda mais rigidez a questão e limitar o encaminhamento de mensagens para somente um grupo por vez. 

Via: MIT Technology Review 

Twitter Facebook instagram twitter Whatsapp fake news estados unidos Desinformação eleições 2020
Compartilhe com seus seguidores
Você faz compras Online? Não deixe de conferir a nova extensão do Olhar Digital que garante o preço mais baixo e ainda oferece testadores automáticos de cupons. Clique aqui para instalar.

Recomendados pra você