Boeing 737 MAX

Retorno do Boeing 737 MAX pode demorar mais do que o previsto

Vinicius Szafran, editado por Maria Lutfi 22/11/2019 18h11
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Fornecedoras já se preparam para ficar sem o jato por mais algum tempo

As empresas produtoras de peças de aeronaves estão fazendo planos de contingência para o banimento prolongado do 737 MAX da Boeing. Várias delas esperam que o retorno do jato ao serviço demore mais tempo do que o previsto pela empresa. As informações são da agência de notícias Reuters.


O início das novas entregas do MAX, cuja circulação foi interrompida em março após dois acidentes fatais, e o ritmo de produção foram os principais tópicos de discussão entre os fornecedores no Dubai Airshow nesta semana.

A Boeing disse que espera iniciar as entregas do jato no próximo mês, após a aprovação de uma correção de software pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), com os requisitos de treinamentos de pilotos provavelmente recebendo aprovação em janeiro. A FAA disse que não tem calendário previsto.

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As companhias aéreas americanas, incluindo a Southwest Airlines, a American Airlines e a United Airlines, prorrogaram os cancelamentos de voos do Boeing 737 MAX até o início de março.

A Ryanair disse que fevereiro ou o início de março é o calendário mais realista para começar a pilotar a aeronave. "Algumas companhias aéreas estão nos dizendo que o avião não voltará antes do próximo verão", disse a fornecedora de cabines, acrescentando que havia realocado alguma capacidade de produção para as peças da Airbus.

A Boeing reduziu em 20% a produção do avião em abril, passando de 52 para 42 por mês. Antes da aterragem, era esperado que subisse para 57 por mês neste ano, uma meta que a empresa ainda espera atingir até o final de 2020.

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Os fornecedores já enfrentavam pressão da Boeing e da Airbus sobre os valores, enquanto tentavam acompanhar a demanda recorde de produção, o que geralmente requer investimento extra. Muitos contam com o aumento de volumes para reduzir os custos unitários.

Embora a Boeing tenha cortado a produção em suas próprias fábricas, ela manteve parte de sua cadeia de suprimentos global funcionando na taxa anterior, para poder acelerar rapidamente depois que o MAX retornar ao serviço. Mas um fornecedor de uma peça que integra a aeronave disse que havia interrompido a produção e estava substituindo as vendas perdidas, com base na possibilidade de o banimento durar além de março.

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