TikTok enfrenta problemas com o Congresso americano

Empresa, que recentemente lançou seu primeiro smartphone, tenta conquistar espaço nos Estados Unidos

Guilherme Preta, editado por Daniel Junqueira 06/11/2019 10h41
TikTok
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O TikTok, aplicativo de pequenos vídeos da ByteDance, anunciou nos últimos dias seu primeiro modelo de celular. Porém, a empresa enfrenta uma crise de credibilidade em solo americano. A principal crítica que sofre é sobre a segurança que possui para armazenar os dados dos usuários.


Para tentar conquistar a confiança, o TikTok afirma que sua equipe de gerenciamento é independente do governo chinês, e inclusive, está construindo diversas sedes nos EUA. Outro ponto levantado por Vanessa Pappas, gerente geral da empresa nos Estados Unidos, é de que todos os dados de usuários americanos são armazenados no próprio país, com backup em Cingapura. Vanessa destaca ainda que uma auditoria de segurança independente confirmou essa informação.

Porém, acontecimentos recentes levantam dúvidas sobre a confiabilidade da empresa chinesa. Em abril de 2019, a ByteDance recebeu uma ordem de suspender seu aplicativo agregador de notícias. Pouco depois a empresa pediu desculpas por ter falhado com seus usuários por meio do Weibo, o Twitter chinês.

O órgão regulador de mídia da China acusou a ByteDance de criar aplicativos que ofendiam a sensibilidade comum. Após o incidente, o CEO da empresa, Zhang Zhemin, tomou uma série de medidas, entre elas criar uma “lista negra de usuários proibidos" e desenvolver uma tecnologia para monitorar conteúdo.

Essa censura afetou também o aplicativo TikTok. Ex-funcionários da empresa nos Estados Unidos contaram em entrevista que tentativas de convencer a equipe chinesa a não bloquear ou penalizar determinados vídeos eram ignoradas por conta das restrições do governo chinês a outros aplicativos da ByteDance.

O Senado dos Estados Unidos realizou esta semana uma audiência para tratar da relação da China com a tecnologia, mas a TikTok se recusou a participar, alegando falta de tempo para se preparar. O senador Josh Hawley cobrou a empresa, afirmando que “eles alegam que não censuram, mas não é o que dizem os ex-funcionários da TikTok”.

Via: The Verge

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