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O leilão das frequências do 5G foi oficialmente adiado para 2021, mas isso não impede que as empresas de telecomunicações comecem a apostar na tecnologia ainda em 2020. Depois da Claro, agora é a vez da TIM prometer o primeiro acesso à novidade neste ano.
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Como relatou o site TeleSintese, durante apresentação aos funcionários, Pietro Labriola, presidente da TIM, afirmou que até setembro a empresa planeja lançar o 5G em três cidades brasileiras, sem especificar quais são.
Uma das aplicações citadas pelo executivo é o uso de Acesso Fixo Sem Fios (FWA), que levaria internet de banda larga de alta velocidade a residências sem a necessidade de investimento pesado em cabeamento. As altas velocidades do 5G aliada à relativa simplicidade de instalação de antenas tornam essa aplicação interessante em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Labriola não deu mais detalhes sobre a tecnologia que será usada para viabilizar esse “proto-5G” antes do leilão das verdadeiras frequências dedicadas à tecnologia. No entanto, ele disse que as redes seriam compatíveis com aparelhos disponíveis no mercado, mostrando a imagem do novo Motorola Edge, que começará a ser vendido no Brasil em 14 de julho e foi usado pela Claro para promover e demonstrar sua rede 5G.
Isso dá a entender que a TIM pode usar a mesma tecnologia que a Claro para viabilizar o 5G neste momento. No caso da Claro, a aposta é em um sistema chamado Compartilhamento Dinâmico de Espectro (DSS, na sigla em inglês), que permite a utilização da rede de quinta geração nas mesmas frequências disponíveis atualmente para uso do 4G.
5G de verdade não vem antes de 2021
Segundo o ministro das Comunicações, Fábio Faria, por conta da pandemia, não foi possível finalizar todos os testes de campo necessários para impedir possíveis interferências da tecnologia em outros serviços. Com isso, o leilão das frequências necessárias para o 5G real só poderá ser realizado no ano que vem, atrasando a implementação da tecnologia.
Faria argumentou que o governo precisa fazer o dever de casa, junto com a Anatel, de coletar informações para que o presidente Jair Bolsonaro tome a decisão sobre os caminhos que o Brasil tomará para implementar a tecnologia.