Oi inicia piloto comercial do 5G em Brasília

Operadora dedica 10 MHz do espectro que era usado pelo 3G para a nova tecnologia

Guilherme Preta, editado por Daniel Junqueira 08/10/2020 13h11
Oi
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A Oi iniciou na última quarta-feira (7) o projeto-piloto comercial da rede 5G em Brasília. Segundo o vice-presidente de Clientes, Bernardo Winik, a rede da operadora atinge 80% da cidade e não usa o padrão DDS. "Essa é uma diferença importante para as redes concorrentes", destacou.


"Fizemos o refarming do espectro de 2,1 GHz e destinamos 10 MHz exclusivamente para o 5G. Não tem nada de DSS. Quem tiver o smartphone vai usar 5G, e não vai haver qualquer impacto sobre quem tiver 3G ou 4G", acrescentou. A DDS é a tecnologia que está sendo usada pelas operadoras pelo Brasil. Nela, o sinal é ora usado para o 5G, ora para o 4G. Com a faixa exclusiva, o desempenho da Oi promete ser melhor que da concorrência, segundo Winik.

De acordo com o executivo, o pico de velocidade nos testes foi de 500 Mbps e latência próxima a zero. A fornecedora da tecnologia é a chinesa Huawei. Winik ainda afirmou que a Oi prepara o lançamento do 5G em outras cidades, mas usando "outro fornecedor".

Apesar da chegada da tecnologia, porém, poucos brasileiros terão acesso ao 5G. Isso porque o único celular compatível no mercado nacional é o Motorola Edge. Aqueles que tenham o modelo e um chip Oi Móvel, não é preciso trocar o SIM Card nem trocar de plano.

ReproduçãoOi inicia piloto comercial do 5G em Brasília. Foto: Shutterstock

Além disso, a Oi pretende comercializar uma banda larga fixa via 5G. A ideia é fornecer a tecnologia onde a fibra da operadora "ainda" não chega. "Estamos homologando alguns aparelhos para isso", contou Winik. Apesar do processo já em andamento, não tem uma data para o lançamento. "Não sei porque a homologação de aparelhos não tem data para ser concluída", finalizou.

Venda da operação móvel da Oi está fechada

Rodrigo Abreu, CEO da Oi, afirmou nesta sexta-feira (2) que a empresa concluiu seu processo de transformação e separação estrutural. A mudança ainda prevê a venda de quatro ativos da companhia: datacenters, Oi Móvel, unidade de torres e InfaCo. Segundo o CEO, a maior parte já está bem encaminhada, ainda mais após a vitória na Assembleia Geral de Credores.

"Três desses processos já estão fechados, incluindo a operação móvel, que agora é uma questão de esperar apenas os ritos de homologação do plano para fazer o leilão judicial. Estamos muito confiantes", afirmou Abreu, durante uma live promovida pelo Boston Consulting Group (BCG).

Via: Tele Síntese

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