EnglishPortugueseSpanish
publicidade

Em julho desse ano, o Presidente da Ucrânia, Volydymyr Zelensky, assinou um decreto designando oficialmente Chernobyl como atração turística. Agora, os turistas que visitarem a cidade, poderão entrar no centro de controle do reator nº 4 da Usina Nuclear de Chernobyl, coração da catástrofe de 1986, que mudou para sempre a história da região.

Para acessar a sala, os visitantes deverão utilizar um traje protetor, capacete e luvas. Ao deixar a unidade, todos passarão por dois testes radiológicos para medir a exposição a contaminantes.

publicidade

O reator da unidade 4, que foi seriamente danificado, e seu sarcófago original foram cobertos por um arco de 32 mil toneladas, chamado de New Safe Confinement. Boa parte do equipamento original não está mais na sala, embora alguns itens como os diagramas de comportamento do reator e fiação envelhecida tenham permanecido.

A cidade e a usina receberam grande aumento no número de turistas após a série Chernobyl, lançada pela HBO em maio desse ano. Em entrevista à Reuters, a guia Viktoria Brozhko, disse que “muitas pessoas vêm aqui, fazem muitas perguntas sobre o programa de TV, sobre todos os eventos. As pessoas estão ficando mais e mais curiosas.”

Perguntada sobre o nível de radiação, ela respondeu: “Durante toda a visita à zona de exclusão de Chernobyl, você fica exposto a aproximadamente dois microsieverts, que é a mesma quantidade de radiação que você recebe ao ficar em casa por 24 horas”.

Chernobyl e a cidade vizinha de Pripyat são o epicentro de uma zona de exclusão de cerca de 3.200 quilômetros quadrados, embora partes dessa área tenham sido visitadas por turistas há muito tempo.

publicidade

A tragédia, em 1986, resultou em 28 mortes por síndrome de radiação aguda e 15 mortes de crianças por câncer de tireóide. Como os danos causados pela radiação se espalham por anos e anos, o número total de mortes continua a ser objeto de disputa. Algumas estimativas apontam que, a longo prazo, o número de casos de câncer pode chegar a dezenas de milhares.

 

Via: CNN