Cientistas encontram material de 7 bilhões de anos, o mais antigo no planeta Terra

Poeira estelar foi encontrada em meteorito que atingiu a Terra há 40 anos; material é dois bilhões de anos mais velho que o próprio planeta Terra
Redação 14/01/2020 12:52, atualizada em 14/01/2020 13:35
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Pequenas partículas de poeira estelar datadas de sete bilhões de anos foram encontradas em um meteorito que caiu na Austrália, em 1969. Esse é o material mais antigo já encontrado na Terra, e é dois bilhões de anos mais velho que o próprio planeta. O Meteorito Murchison, como é chamado, contém uma mistura de materiais da época em que o Sistema Solar se formava, além de poeira estelar ainda mais antiga.

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Antes, as amostras mais antigas eram de 5,5 bilhões de anos atrás, e foram encontradas no mesmo meteoro. Cientistas do Field Museum, em Chicago, afirmam que esses materiais “nos contam como as estrelas se formaram em nossa galáxia”.

Reprodução

Grão de carboneto de silício pré-solar – Foto: Field Museum

As estrelas se formam quando gás e poeira espacial se juntam, eventualmente colapsando em sua própria gravidade e provocando uma reação nuclear. Depois de queimar por bilhões de anos, morrem e jogam suas partículas no espaço. Alguns pedaços de poeira estelar ficam presos em meteoritos, inalterados por anos. Os grãos formados antes no Sistema Solar são minúsculos e raros, encontrados apenas em 5% dos meteoritos.

Para datar a poeira estelar foi analisado o quanto o material foi atingido por raios cósmicos. Estes raios são partículas de alta energia que voam pela Via Láctea penetrando em matéria sólida. Os grãos também ajudam a resolver um mistério sobre a formação das estrelas. Alguns acreditam que elas aparecem em uma taxa constante, outros em episódios espaçados. “Graças a esses grãos, agora temos evidências diretas de um período de formação estelar intenso em nossa galáxia, sete bilhões de anos atrás”, afirmou Philipp Heck, curador do Field Museum e professor da Universidade de Chicago.

Heck ainda afirmou que, com o estudo, é possível aprender sobre as estrelas-mães, a origem do carbono nos corpos e do oxigênio. Além disso, o cientista afirmou que é possível “rastrear a poeira estelar até a época anterior ao Sol”.

Via: Telegraph

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Redação

Redação é redator(a) no Olhar Digital

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