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Desde que o novo coronavírus se espalhou pelo mundo, especialistas na área de saúde procuram saber mais sobre a doença. Agora, um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou o impacto do vírus em regiões altamente poluídas. Segundo a pesquisa, apenas um pequeno aumento na exposição a longo prazo à poluição do ar aumenta em 15% a taxa de mortalidade da Covid-19.

A cidade de Nova York, por exemplo, poderia ter tido 248 mortes a menos com apenas um micrograma por metro cúbico a menos de poluição até 4 de abril. A cidade é um dos novos epicentros da infecção, com mais de 4.000 mortes.

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Embora a pesquisa ainda não tenha sido revisada nem publicada em uma revista acadêmica, os autores divulgaram todos os dados e metodologia. O estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard analisou 3.080 municípios no Estados Unidos para medir seus níveis médios de poluição entre os anos de 2000 e 2016. Depois, se concentrou nos 1.783 que possuem mortes confirmadas pela Covid-19, analisando diversos fatores relacionados à saúde que pudessem distorcer os resultados.

Com a conclusão dos estudos, os pesquisadores afirmam que, como tanto a doença como a poluição afetam o sistema respiratório, eles podem trabalhar em conjunto e, por conta disso, aumentar as chances de o paciente vir a falecer. Este pode ser o primeiro estudo a relacionar a poluição com a Covid-19, mas Sacoby Wilson, professor associado da Escola de Saúde Pública da Universidade de Maryland, acredita que não será o último.

Enquanto a pandemia continua a aumentar suas vítimas e a busca por um remédio efetivo e vacinas ainda não são encontrados, pesquisadores do mundo todo vão se dedicar a entender melhor o novo coronavírus.

Via: Gizmodo

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