Banco Central iniciou a segunda etapa de testes do sistema de pagamentos instantâneos PIX. Em nota publicada no próprio site, o órgão afirmou que as instituições financeiras poderão simular fluxos de liquidação na plataforma, isto é, o processo de transferência de recursos entre o pagador e o recebedor.

Segundo o comunicado, a participação é voluntária. O objetivo do teste consiste em avaliar se as operações realizadas corretamente são de fato concluídas; e se as transações irregulares são barradas pelo sistema. Os experimentos contarão com dados fictícios.

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“O procedimento representa a implantação das funcionalidades mais importantes do sistema centralizado de liquidação do PIX, bem como das infraestruturas tecnológicas necessárias ao funcionamento do serviço.”, diz a nota do Banco Central.

Na primeira etapa, realizada em março, as instituições financeiras testaram a integração de suas próprias plataformas com o sistema do PIX, assim como realizaram cadastros de clientes fictícios no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) – o componente que armazena os dados das contas dos usuários recebedores. A segunda fase vai utilizar as mesmas conexões e registros do teste anterior.

O Banco Central ainda destaca que as simulações devem testar o preenchimento automático dos dados de operação do sistema do PIX. A ferramenta vai permitir que o usuário realize um pagamento informando apenas um tipo de dado do recebedor.

Desta forma, será possível, por exemplo, selecionar o recebedor a partir da lista de contatos do smartphone, uma vez que o número de celular já estará associado a outras informações necessárias para efetuar a operação.

A etapa seguinte, que acontece em junho, prevê testes obrigatórios às organizações participantes. Além disso, interessados já podem enviar sugestões para o regulamento da ferramenta em consulta pública que vai até o dia 18 de maio.

O que é o PIX?

O sistema de pagamentos instantâneos promete transações rápidas e seguras sem limite de horário, em qualquer dia do ano e com o valor disponível imediatamente na conta do recebedor. A previsão do Banco Central é que o PIX entre em funcionamento a partir de novembro de 2020.

Os pagamentos e transferência instantâneas poderão ser feitos por dispositivos eletrônicos e até mesmo por meio de QR Codes. Instituições financeiras com mais de 500 mil contas serão obrigadas a oferecer o serviço aos seus clientes.

Atualmente, as operações financeiras mais simples correspondem a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC). Nenhum desses processos é instantâneo: enquanto os TEDs são processados no mesmo dia, a confirmação de um DOC pode demorar até um dia útil.