Pesquisadores ‘matam’ estrelas virtuais para estudar buracos negros

As supernovas geradas pelas explosões podem criar buracos negros, um fenômeno ainda misterioso para a ciência
Vinicius Szafran 11/05/2020 22:11, atualizada em 11/05/2020 22:31
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Os buracos negros são alguns dos objetos celestes mais misteriosos que conhecemos. Na tentativa de aprender mais sobre eles, uma equipe de astrofísicos australianos começou a simular estrelas virtualmente – e matá-las em seguida, repetidamente. As simulações foram feitas em diversos supercomputadores da Austrália.

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No final de suas vidas, estrelas podem produzir supernovas, um dos tipos mais fortes de explosão conhecidos. Trata-se do colapso do núcleo estelar. Supernovas estão entre os objetos mais brilhantes do universo e podem gerar um novo buraco negro. Ao simular repetidamente esses eventos destrutivos com estrelas de tamanhos e massas diferentes, cientistas do Centro de Excelência ARC da Austrália para Descoberta de Ondas Gravitacionais esperam compreender como buracos negros reais se formam e se comportam.

O desenvolvimento de equipamentos, como os detectores de ondas de gravidade, estão melhorando a detecção de eventos cósmicos reais (como a formação de um novo buraco negro ou dois buracos negros se fundindo), mas ainda existem eventos que eles não são capazes de encontrar.

Reprodução

Foto: Telescópio Hubble

Por isso são feitas as simulações. Ao recriar a morte de estrelas dezenas de vezes mais massivas que o Sol, os cientistas conseguem prever como serão as ondas gravitacionais emitidas por essas explosões, de acordo com a pesquisa publicada no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society no mês passado.

Em comunicado à imprensa, os pesquisadores disseram que essas previsões ajudarão a orientar os astrofísicos que tentam identificar as ondas emitidas por supernovas reais, geradas após o colapso do núcleo de uma estrela. 

Dessa forma, os astrônomos não ficarão sem rumo quando a próxima geração de detectores de ondas gravitacionais – como o Telescópio Einstein, aparelho alemão dez vezes mais sensível que os instrumentos atuais – terminar de ser construída.

Via: Futurism

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Vinicius Szafran

Vinicius Szafran é redator(a) no Olhar Digital

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