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Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (28), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas, evitou dar um prazo para a abertura dos comércios na Capital. A informação chega um dia após o governador João Doria anunciar a retomada gradual de alguns setores econômicos no Estado.
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Segundo Covas, a partir da próxima segunda-feira (1º), a prefeitura vai começar a receber propostas de protocolos vindas de cada um dos setores. Após esse processo, as áreas de Desenvolvimento Econômico e de Saúde vão começar a analisar os pedidos. Depois de todas essas etapas, haverá a decisão pela liberação ou não.
“O Estado permite que municípios possam reabrir as atividades a partir do dia 1º. Não disse que abre no dia 1”, disse Covas. O prefeito ainda disse que, apesar do anúncio de retomada, a cidade permanece em quarentena.
Para a próxima quinta-feira (4), Bruno Covas marcou uma nova coletiva para discutir o andamento do processo de reabertura. Por conta disso, a fiscalização continuará atrás de estabelecimentos não essenciais que insistirem em abrir durante o período de restrições.
Pronunciamento de João Doria
Na quarta-feira (27), o governador anunciou um plano para a reabertura gradual das atividades no Estado. Chamado de “Plano São Paulo”, a proposta de reabertura foi dividida em cinco fases que são atribuídas de acordo com critérios do aumento no número de casos, ocupação de UTIs e cumprimento das recomendações de distanciamento social.
Considerando a situação atual, São Paulo está no nível dois, de cor laranja, em que a reabertura é permitida, mas com restrições. Shopping Center, concessionárias, lojas de rua, escritórios e atividades imobiliárias poderão ser retomadas.
No entanto, segundo o prefeito, o ritmo com que esses setores poderão voltar a funcionar vai depender dos protocolos de segurança e saúde apresentados por cada um. Os documentos recebidos vão passar por análise da Secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) e da Vigilância Sanitária. Somente após a aprovação, a reabertura será autorizada.
Para que seja aprovada a retomada gradual, os setores devem seguir requisitos de higiene e testagem específicos, além de controle de circulação de pessoas e fiscalização mais rígida na proteção dos funcionários. Covas garantiu que não vai reabrir nada sem a autorização expressa de autoridades de saúde.
Via: Terra