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A partir do dia 15 de setembro, os Estados Unidos implementarão restrições ainda mais rígidas contra a Huawei e, em meio a esse fogo cruzado, empresas ao redor do mundo estão sendo forçadas a escolher um lado. A TSMC, maior produtora de fundição de semicondutores do mundo, por exemplo, já anunciou que não fará mais negócios com a Huawei, mesmo após a gigante chinesa ser considerada a maior fabricante de celulares do último trimestre.

Agora, de acordo com dois relatórios publicados pelo jornal coreano Chosun Ilbo, as próximas empresas a abandonarem os negócios com a Huawei são Samsung, LG e SK Hynix, outra fabricante de semicondutores. A Samsung e a SK Hynix são, respectivamente, primeira e segunda maiores produtoras de chips de memória RAM do mundo. A terceira maior é a Micron, que não oficializou um desligamento, mas já evitou a Huawei anteriormente. Juntas, as três empresas correspondem às “três grandes” do mercado, com posse de cerca de 94% desse segmento.

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No que diz respeito ao mercado de memória flash NAND, as três também representam nomes de peso no mercado, mas outras empresas dividem a lista: São elas, em ordem: Samsung (35,5%), Kioxia (18,7%), Western Digital (14,7%), Micron (11,3%), Intel (9,7%) e SK Hynix (9,6%). Somadas, as fabricantes correspondem a 99,5% desse segmento. Vale lembrar que todas essas empresas foram fundadas nos Estados Unidos, Japão ou Coreia do Sul. Portanto, dificilmente alguma delas continuará fornecendo material para a Huawei.

A Huawei, por sua vez, é a terceira maior compradora de semicondutores do mundo, responsável por 6% das vendas desse mercado da Samsung e por 15% das vendas gerais da SK Hynix. Segundo o jornal coreano, a Huawei já previa essa onda de proibições há algum tempo, o que fez a empresa armazenar um “estoque de dois anos”.

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Huawei P40 Pro+ com display fornecido pela Samsung. Imagem: N.Z.Photography/Shutterstock

Um dos relatórios do Chosun Ilbo ainda revelou que, quanto aos displays OLED para seus dispositivos, a Huawei não poderá mais contar com o fornecimento da Samsung, a melhor fabricante desse tipo de material, nem da LG, ambas detentoras de 81,2% e 10,8% do mercado, respectivamente, no quarto trimestre de 2019.

A alternativa da Huawei passa a ser, então, a fabricante chinesa BOE, que apareceu em terceiro lugar na lista, com 1,6% do mercado de telas. Embora seja uma mudança, a Huawei já usa regularmente displays da BOE em alguns de seus dispositivos, como o Mate X. No entanto, carros-chefe, como o P40 Pro+, ainda contam com telas da Samsung como material para produção.

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O HarmonyOS é a aposta da Huawei para substituir o Android. Imagem: Dennizn/Shutterstock

Um estoque de chips e fornecedores alternativos podem manter a Huawei no jogo, mas a falta do sistema operacional do Google e, consequentemente, da Play Store, podem levar tudo por água abaixo. Sendo assim, antes das demais preocupações com materiais, a Huawei deve se concentrar em adaptar os usuários ao HarmonyOS, seu substituto do Android que veio à tona no ano passado.

Via: Ars Technica