UE quer o fim dos apps pré-instalados e mais transparência

Nova 'Lei de Serviços Digitais' do bloco, que pode passar a valer até o fim do ano, proíbe que empresas favoreçam seus aplicativos ou forcem os usuários a se inscrever em pacotes de serviço
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A União Europeia quer proibir empresas como Google, Facebook, Amazon, Apple e outras de favorecer seus aplicativos ou forçar os usuários a se inscreverem em pacote de serviços. Essas companhias terão ainda que compartilhar dados dos clientes com concorrentes menores.

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Essas medidas estão previstas na Lei de Serviços Digitais (Digital Services Act), um pacote de normas que visa promover a inovação e a competitividade do ambiente online europeu. O projeto pode entrar em vigor até o fim do ano. A Comissão Europeia vem pressionando as grandes empresas de Tecnologia dos Estados Unidos com medidas antitrustes para diminuir o gargalo do mercado.

Um rascunho da lei do qual a Reuters teve acesso afirma que “os gatekeepers (grandes empresas que controlam a indústria) não devem pré-instalar seus próprios aplicativos nem exigir de nenhum desenvolvedor de sistemas operacionais ou fabricantes de hardware que pré-instalem exclusivamente os próprios aplicativos”. Outra cláusula proíba as empresas de bloquear rivais que ofereçam seus produtos fora da das suas plataformas.

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Sede da União Europeia, em Bruxelas. Imagem: jorisvo/Shutterstock

Esta segunda medida afetaria diretamente o Google e espacialmente a Apple e suas regras restritivas para pagamento na App Store. Esse é, por exemplo, o cerne da disputa da marca da maçã com a Epic Games, que tirou o popular jogo “Fortnite” da loja do iOS.

As regras também sujeitariam os gatekeepers a auditorias anuais de suas métricas de publicidade. “Empresas como Amazon e Google não devem usar dados coletados na plataforma para suas próprias atividades comerciais. A menos que os tornem acessíveis a usuários empresariais ativos nas mesmas atividades comerciais”, relatou o Financial Times, citando o mesmo rascunho.

No início de setembro, o Google apresentou um relatório em que defende a sua proposta de tributação digital em toda a União Europeia – como uma resposta ao projeto de lei. Para a empresa, decisões que “proíbem ou exigem o cancelamento de mudanças ou melhorias no produto que envolvem investimentos em grande escala, podem ter ramificações financeiras significativas e prejudicar os usuários”.

“Uma abordagem abrangente para a regulamentação da concorrência pode ter consequências indesejadas na experiência do usuário, bem como multiplicar os custos para as empresas europeias”, diz o documento.

Via: Reuters

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Renato Mota

Renato Mota é redator(a) no Olhar Digital


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